“Mega fusões” no setor de alimentos deve subir preços

“Mega fusões” no setor de alimentos deve subir preços

Um novo estudo recentemente lançado aponta que as fusões de grandes empresas do setor de alimentos provavelmente pressionarão os agricultores e aumentarão os preços dos produtos.

A pesquisa é do Painel Internacional sobre Sistemas Alimentícios Sustentáveis, que apontou níveis sem precedentes de concentração de mercado.

Olivier De Schutter, um dos diretores do Painel e ex-relator especial das Nações Unidas, afirma que  que essa verticalização “desenfreada” é ruim para os produtores rurais, os quais as rendas são “pressionadas, de um lado pelos fornecedores de insumos, e de outro lado pelos processadores e gigantes do varejo, que possuem com um poder de barganha gigante”.

O relatório, que levou dois anos para ser compilado, destaca as fusões de grandes empresas como Heinz e Kraft Foods, AB Inbev e SAB MIller, e varejistas como Amazon e Whole Foods.

Com uma indústria sem muito crescimento real, aumentam os níveis de consolidação enquanto os negócios buscam novas formas de expansão dos mercados.

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O setor se reestruturou em função das mudanças se hábitos do consumidor. O foco agora é “em comida mais fresca” e “mais saudável”. No entanto, alguns dos “processadores de comida têm tido dificuldade de se adaptar rapidamente e continuar sendo relevantes”.

A compra da WhiteWave Foods por US$ 12,5 bilhões é citada com um dos exemplos.

Para De Schutter, todas essas fusões resultarão em preços mais altos: “Se você seguir o padrão das fusões, os preços das sementes crescem cerca de 5,5%”. Citando a fusão da Bayer e a Monsanto, ele afirmou que “as fusões estão sufocando a inovação”.

Leonardo Gottems

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