Baixa produtividade do milho safrinha garante preço estável

Baixa produtividade do milho safrinha garante preço estável

Baixa produtividade do milho safrinha garante preço estávelNa primeira safra de milho de 2016 no Rio Grande do Sul, maior produtor nacional do grão, houve redução da área plantada e impacto na produção. De 941 mil hectares plantados na última safra, o estado atingiu 823 mil hectares, segundo dados do Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). As causas apontadas como responsáveis pela redução são o alto custo de produção, concorrência com o milho produzido no Paraná e Mato Grosso, áreas perdidas na competição com a soja, dentre outros. Além disso, já ocorre no estado a separação de áreas semeadas para a produção de milho para silagem. Outro fator que levou a baixa de 4,5% na produção foram perdas com a ocorrência de geadas que dizimaram várias lavouras no noroeste do estado, onde se concentram as maiores áreas com milho para produção de grãos. Em algumas das lavouras com perda total foi feito o replantio, mas em muitos casos os produtores optaram por substituir a cultura pela soja.

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Já no Centro-Oeste do país, o clima seco em abril e as baixas temperaturas nos meses de maio e junho prejudicaram a produção de milho safrinha. Os bons preços do grão contribuíram para que os produtores aumentassem a área plantada em 10,3% em relação à safra passada. A instabilidade climática que atrasou o plantio da soja, consequentemente atrasou o plantio do milho, que em algumas regiões continuaram até o mês de março, mesmo já estando fora do tempo ideal. Os produtores seguiram acreditando que o clima seria favorável como havia sendo nos últimos anos, com chuvas que se prolongavam por abril e maio. Porém essa situação não se repetiu e estima-se que aproximadamente 4% (150 mil hectares) das áreas plantadas com o cereal somente no Mato Grosso não achegaram a ser colhidas por apresentarem rendimentos muito baixos. Outros fatores que contribuíram para a queda na produtividade do milho foram a ocorrência de pragas como o percevejo e a lagarta em áreas que utilizaram baixo nível de tecnologia para o controle.

 A consolidação da produção brasileira de milho, reunindo a primeira e segunda safra, atingiu nesta temporada, o montante de 66.979,5 mil toneladas, apresentando um decréscimo de 20,2% em relação à produção anterior, calculada em 84.672,4 mil toneladas, segundo o Conab. O mercado internacional, entretanto, apresenta grande expectativa para a próxima safra, com uma estimativa de produção mundial de 1,03 bilhão de toneladas, o que pressionou baixas na Bolsa de Chicago, chegando a US$ 3,01/ bushel (US$ 118,69/t), sendo a média mensal das cotações com valor de US$ 3,21/bushel (US$ 126,62/t), indicando que não há tendência de elevação dos preços internacionais em um curto prazo. Mas mesmo com esses fatores, a queda na produção nacional impulsionou o valor pago pelo milho. No último mês as variações de preço ficaram entre R$ 40,00 e R$ 46,00 a saca de 60Kg no Rio Grande do Sul. Assim, os preços permanecem, historicamente, em patamares altos, que garantem uma boa rentabilidade ao produtor rural e podem ser fundamentais neste momento, onde o produtor brasileiro está fazendo o seu planejamento de plantio para a safra 2016/17.

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