Brasil compete com Estados Unidos em exportações de soja para a China

Brasil compete com Estados Unidos em exportações de soja para a China

soja produçãoA China representa o maior comprador de soja do mundo, e nesta época os Estados Unidos estão no pico da venda para o país, porem o Brasil está investindo e está mostrando força nas negociações. Após produção recorde por quatro anos seguidos, os grandes produtores estão se agilizando para reduzir os estoques do produto.

Em outubro foram assinados acordos, os exportadores do Brasil fecharam a venda de quatro cargas de soja para a China a serem entregues em novembro e dezembro, e mais exportações ainda estavam em negociação. Estes fatores indicam que o Brasil está avançando e está ocupando um espaço importante num mercado que anteriormente era dominado pelos Estados Unidos.

A Bolsa de Chicago poderia enfrentar pressões nos contratos futuros de referência causador por esse aumento da concorrência, tudo isso enquanto os agricultores americanos finalizam a colheita de uma safra recorde. Caso os EUA não tenham força de exportação, há uma grande tendência que eles se tornem um local de armazenagem do grão no mundo. O Brasil, maior exportador de soja no mundo, e Argentina, terceiro maior, finalizam a safra da soja no primeiro trimestre do ano e dominam o comércio global do grão até setembro.

Leia também >> Fertilizantes: Autossuficiência Reduz Os Preços Ao Produtor Ou Não?

Os Estados Unidos, segundo maior exportador de soja, finalizam a sua colheita de agosto a outubro e vendem cerca de metade das suas exportações anuais de 50-52 milhões de toneladas no último trimestre do ano. Neste ano, mesmo estando já em época de plantio e tendo realizado grandes vendas nos últimos meses, o Brasil e a Argentina ainda têm capacidade de exportar um número estimado de 10-12 milhões de toneladas de soja.

Segundo informações de empresas chinesas, depois de negociações fechadas de quatro cargas de soja, ainda haviam mais 10 a serem discutidas. Os preços oferecidos são semelhantes aos dos Estados Unidos, e com grãos com ligeira superioridade de qualidade, os produtos da Argentina e do Brasil acabam sendo bastante atrativos.

A China é responsável pela compra de aproximadamente 60 por cento da soja negociada em todo mundo. O país deverá importar 86 milhões de toneladas de soja em 2016/17, um aumento de cerca de 4 por cento sobre as importações realizadas no ano anterior. Esse aumento se deve muito pela grande demanda por farelo de soja para alimentação do crescente rebanho de suínos.

← Soja: Mercado inicia semana em Chicago operando em campo negativo e abaixo dos US$ 10 - Via Notícias Agrícolas Finalizando a colheita das culturas de inverno →

Deixe seu comentário aqui