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Como fazer o correto preparo da calda?

Como fazer o correto preparo da calda?

O Portal Agrolink conversou com Sergio Decaro, agrônomo de Tecnologia de Aplicação da UPL, sobre como fazer o correto preparo da calda. Confira as dicas do especialista:

– Para evitar problemas de decantação mantenha a agitação dentro do tanque ininterrupta do momento da colocação do primeiro produto no tanque até a aplicação de todo o seu conteúdo, sem restar nada;

– Escolher um pulverizador com alta vazão de bomba e sistema de agitação mais eficiente é o primeiro passo;

– Mantenha a agitação ligada o tempo todo e nunca deixar a calda em repouso dentro do tanque do pulverizador.

– Havendo a necessidade de interromper a aplicação, mediante chuva ou outro motivo, deve-se transferir a calda para um reservatório auxiliar. Esta seria a única alternativa eficiente para quem tiver a intenção de reutilizar a calda.

– A calda deve ser aplicada no tempo mais curto possível, uma vez que os ingredientes ativos degradam o que pode inviabilizar total ou parcialmente os produtos no tanque, com o passar do tempo;

– Mantenha a intensidade da agitação. E para isso, você dependerá da rotação da máquina escolhida. É frequente durante o preparo de calda que o aplicador não se posicione para que a rotação do pulverizador mantenha a bomba em agitação plena, visando não “forçar” o equipamento ou pensando em economia de óleo diesel;

– Como última etapa de boas práticas na aplicação, deve-se atentar ao correto preparo da calda a ser incorporada ao tanque do pulverizador, de modo a adicionar corretamente os produtos no tanque e evitando problemas de incompatibilidade de caldas.

Preparo de calda em três pontos: 

– O preparo da calda dentro do tanque do pulverizador deve seguir os critérios: respeito à agitação no tanque do pulverizador, manter a agitação ligada a todo o momento em sua plena atividade, a partir da colocação do primeiro produto até o término da aplicação no campo;

– Quando existirem problemas com a qualidade da água utilizada na propriedade, como pH muito baixo (abaixo de 5) ou muito alto (acima de 8), dureza maior que 320 ppm (expresso em equivalente de carbonato de Ca ou Mg), deve lançar mão de adjuvantes corretivos com o tanque do pulverizador cheio. E então, deve-se pré-diluir os produtos em baldes ou recipientes menores e passar esse conteúdo ao tanque do pulverizador quando faltar de 3 a 5 minutos para o início da aplicação.

– Quando houver na calda algum produto que seja de formulação insolúvel ou suspensão ou emulsão, deve-se fazer a pré-diluição do produto em recipientes menores que o tanque do pulverizador. Para transferir para o pulverizador, o tanque do mesmo deve estar com um terço de seu volume contendo água. Já quando se faz uso de produtos solúveis, o tanque poderá estar com metade do tanque cheio de água. Independente da solubilidade ou formulação dos produtos, a agitação deverá estar sempre ligada e ininterrupta, e os produtos serem adicionados gradativamente no tanque.

“Sempre tendo atenção aos pontos acima, além de evitar problemas de aplicabilidade no pulverizador também será evitada a ocorrência de superdoses e subdoses ao longo do trajeto do pulverizador, assegurando a proteção fitossanitária e a produtividade no campo”, finaliza Decaro. Seguindo as orientações você poderá ter mais sustentabilidade e um resultado ainda mais eficiente em suas aplicações.

Por: AGROLINK –Leonardo Gottems

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