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Cruz Alta registra o primeiro caso de ferrugem nesta safra

Cruz Alta registra o primeiro caso de ferrugem nesta safra

Consórcio Antiferrugem registrou nova ocorrência em Cruz Alta (RS), confirmada por pesquisador da Syngenta; já são quatro casos no país.

Mais uma ocorrência de ferrugem asiática em lavoura comercial da safra 2017/2018 foi relatada no Brasil, desta vez em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul. A confirmação foi feita por pesquisador da Syngenta, que reportou a informação ao Consórcio Antiferrugem. Como 60% da área de soja já foi plantada no Estado, o produtor da região deve redobrar os cuidados para evitar a proliferação da doença. Com este novo relato, já são quatro casos de ferrugem no país.

No dia 23 de novembro, técnicos da Syngenta reportaram a existência de dois focos nas cidades de Itaipulândia e São Miguel do Iguaçu, no Paraná. O primeiro caso foi identificado em Itaberá (SP), em 21 de novembro, por pesquisadores da Fundação ABC. Em comparação com a safra passada, houve atraso no registro da doença, já que em 2016/17 o primeiro relato de ferrugem foi em 11 de novembro, em Taquarituba (SP).

Segundo informações da Embrapa Soja, a lavoura de Itaberá foi a primeira a ser semeada na região, por isso a Fundação ABC monitorou a área desde a emergência, para servir de alerta. “Apesar de terem sido observadas pústulas de ferrugem, a incidência na área é baixa”, diz o pesquisador Alan Cordeiro Vaz. A região de Itaberá tem ainda soja perene (leguminosa usada em pastagens consorciadas) que também é hospedeira do fungo Phakopsora pachyrhizi. No entanto, o pesquisador explica que a severidade nessa espécie em 2017 foi baixa em razão do tempo seco observado no início da safra.

Controle

Nesta safra, houve atraso da semeadura da soja por falta de chuvas, o que deve levar a cultura a entrar em estádio reprodutivo na época em que as precipitações são mais regulares. “Por isso, os produtores devem estar alertas e intensificar o monitoramento nas primeiras áreas semeadas”, afirma a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja.

Segundo o diretor de Desenvolvimento Técnico de Mercado da Syngenta, Leandro Martinho, o trabalho de controle da ferrugem da soja deve ser preventivo e realizado nos primeiros sintomas, antes da doença se alastrar. “A ferrugem é traiçoeira e, se houver descuido, ela toma conta da lavoura em questão de dias, ainda mais em condições climáticas favoráveis”, diz. De acordo com Martinho, as perdas por infestação podem chegar a 70%.

De acordo com o técnico Vinícius Junqueira de Moraes, DTM de Londrina (PR) da Syngenta, os fungicidas são eficientes desde que usados corretamente.  A aplicação deve ter início em até 45 dias após a emergência da soja, que é o período recomendado, e ser refeita em 14 dias. “O manejo de prevenção, além de proteger a lavoura, diminui o risco de aumento da resistência do fungo aos ingredientes ativos dos produtos”, afirma Moraes.

Fonte: SYNGENTA

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