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A Transformação Digital chegou no campo?

A Transformação Digital chegou no campo?

Muito se fala no mundo empresarial, seja na indústria, comércio ou serviços, sobre a transformação digital. É algo novo e ainda confuso para a maioria dos produtores e empresários rurais. O fato é que essa transformação já passou da fase da inovação e se tornou uma necessidade para quem busca ter um diferencial competitivo.

E no campo, como ela vai afetar o dia-a-dia da porteira para dentro? A fazenda do futuro é conectada, a gestão acontece em tempo real e as tomadas de decisão são baseadas em indicadores. É uma caminhada lenta que começa nas bases. Não são apenas as ferramentas tecnológicas, a jornada começa pelo planejamento estratégico de curto, médio e longo prazo para a sua implementação gradual e eficaz.

Agregar conhecimento é a peça chave para essa evolução e nesse momento uma consultoria que conheça tecnologia e ao mesmo tempo tenha vivência no agro é um grande diferencial positivo para resultados satisfatórios no campo. Pensando nisso, separei 4 passos básicos para a transformação digital na fazenda:

  1. Avaliar as tecnologias atuais e extrair o máximo que oferecem. Buscar no leque de ferramentas tecnológicas do mercado a melhor solução para otimizar e dar performance aos processos que as pessoas precisam executar, e com isso, alimentar indicadores do negócio.
  2. Identificar as lacunas e reavaliar os processos. Muitos falam em processos, mas conceitualmente o que é? São conjuntos de procedimentos e melhores práticas para que tenhamos formalização dos trabalhos, aqueles que são possíveis; tentar atender no mínimo a Regra de Pareto (80%/20%).
  3. Usar indicadores estratégicos por safra e cultivar – planejamento estratégico. Se não medimos, não controlamos. Desta forma, ao atender o item 2, podemos ter indicadores alinhados pelo planejamento estratégico de curto prazo (1 ano), de médio prazo (3 anos) e de longo prazo (mais de 4 anos).

Não é fácil, há muito trabalho. Fazenda é um negócio e necessita totalmente de gestão. Por isso, o quarto item é explicado pelo nosso parceiro e conceituado advogado agrarista Ijuiense, Francisco Torma, da página de Direito Agrário e do Agronegócio:

  1. É preciso estar a par da legislação, seja ela qual for para a sustentabilidade gerencial do negócio. Atualmente, é impossível ao gestor, seja ele rural ou não, administrar o empreendimento sem conhecer a legislação aplicada ao setor econômico em que atua. A inovação tecnológica deve atender às regras jurídicas existentes, sob pena de colocar o produtor em risco, pois no caso do agronegócio, são vários os ramos do direito que lhe são aplicáveis e que, portanto, devem ser observados na gestão. Citamos como exemplos:
  1. Legislação tributária/fiscal: todas as declarações fiscais se dão pelo eletrônico. Assim, o gestor necessita de amparo tecnológico para cumprir os procedimentos legais e evitar a penalização.
  2. Legislação econômica/financeira: vivemos a época dos títulos de crédito eletrônicos que tem a finalidade de financiar a atividade agrária. Os sistemas gerenciais devem estar atentos a estes procedimentos.
  3. Legislação ambiental/agrária: atualmente o produtor pode ser multado por infração ambiental até mesmo por uma imagem de satélite. Compreender os modernos mecanismos relativos ao direito ambiental e agrário é fundamental para a adequada gestão.
  4. Legislação trabalhista: as últimas alterações deste ramo do direito têm levado a grandes debates. A gestão rural passa pela necessária observância das regras trabalhistas aplicáveis aos contratos de trabalho, a fim de evitar ou minimizar possíveis danos.

Conhecer e cumprir a legislação brasileira é fundamental para uma gestão otimizada da atividade rural e necessariamente deve fazer parte da inovação digital aplicada ao agronegócio. Os sistemas digitais e virtuais precisam seguir o regramento jurídico vigente, a fim de trazer ao produtor a segurança que se espera dos sistemas gerenciais.

Quer saber mais? Confira a entrevista com Ely acessando o link AQUI 

Ely Antonio Mascia Neto

ely.mascia@performanceprocessos.com

www.performanceprocessos.com

www.facebook.com/performanceprocessos

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Veja quem comentou

  1. Rogério de Melo Bastos
    13/01/2018 at 08:58

    Muito boa a matéria!


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