Perspectivas para a Economia em 2018

Perspectivas para a Economia em 2018

O conturbado ano de 2017 foi melhor, em termos econômicos, do que 2016 e, possivelmente, 2018 será melhor do que esse ano. O ano de 2017 foi o primeiro após a saída da recessão, que durou do segundo trimestre de 2014 até o fim de 2016, de acordo com o Comitê de Datação de Ciclos Econômicos da Fundação Getúlio Vargas (CODACE/FGV).

Esse ano, a inflação deve ficar próxima dos 3,0%, e houve uma grande flexibilização da política monetária, com a taxa Selic recuando de 13,75% (início do ano) para 7,5% até meados de dezembro. As expectativas de mercado indicam uma redução adicional da taxa básica de juros, levando essa taxa para 7,0% no fim de 2017.

O número de desempregados já diminui mais de 1,2 milhões de pessoas, mas o nível da taxa de desemprego ainda permanece bastante alto, acima dos 12%.

As expectativas de mercado (mediana do boletim Focus) indicam que o PIB deve crescer 2,5%, em termos reais em 2018, com uma inflação por volta de 4,0%, portanto abaixo da meta de 4,5%, com a taxa Selic encerrando o ano em 7,0% (mesmo patamar do fim de 2017).

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De acordo com as projeções do IBRE/FGV, a taxa de desemprego em 2018 deve encerrar o ano em 11,7%. Já a taxa nominal de câmbio deve encerrar o ano de 2018 em R$/US$ 3,30, segundo as expectativas de mercado.

Como o principal problema econômico do país é a questão fiscal, com déficits primários previstos até 2020, a questão da previdência é fundamental nesse cenário (por isso que uma reforma nessa área é tão importante). Caso essa reforma não aconteça nesse governo (cenário principal), essa agenda vai ter que ficar para o próximo governo. E, mesmo que aconteça alguma reforma outros pontos ainda terão que ser discutidos (e melhorados) depois.

Ou seja, os candidatos presidenciais “reformistas”, favoráveis às reformas que o país necessita (em especial da previdência, por ser uma questão mais imediatista, com o déficit crescendo cada vez mais) são “bem” avaliados pelo mercado. Os candidatos “não reformistas” não são “bem” avaliados pelo mercado. E essa dinâmica provavelmente vai ocorrer durante o ano que vem, principalmente mais perto do período eleitoral, e deve trazer impactos no mercado (na bolsa, no câmbio, no risco).

Portanto, só passada as eleições presidenciais (possivelmente o evento mais importante do ano), poderemos ter um cenário mais claro de qual política econômica vai prevalecer no país a partir de 2019, e quais caminhos o país vai trilhar.

Marcel Grillo Balassiano

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