Em Chicago, soja volta a operar próxima da estabilidade; no Brasil, pressão do dólar

Em Chicago, soja volta a operar próxima da estabilidade; no Brasil, pressão do dólar

Em Chicago, soja volta a operar próxima da estabilidade; no Brasil, pressão do dólarOs futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago voltaram a operar mais próximos da estabilidade no início da tarde desta segunda-feira (15), porém, seguem trabalhando do lado negativo da tabela. Depois de baixas mais intensas e dos vencimentos setembro e novembro operarem abaixo dos US$ 9,00 por bushel, as cotações perdiam entre 2 e 3,50 pontos nas posições mais negociadas.

No Brasil, com uma nova sessão de baixa do dólar frente ao real, os preços também apresentam um ligeiro recuo. Assim, a soja disponível em Paranaguá era negociada a R$ 67,00 por saca e, em Rio Grande, a R$ 67,40. Para a soja da safra nova do Brasil, com entregas em março e maio/16, respectivamente, os valores eram de R$ 69,00 e R$ 71,40.

Os prêmios em Paranaguá, para as principais posições de entrega da soja no Brasil, variavam de 48 a 95 centavos de dólar sobre os valores praticados em Chicago na tarde desta segunda-feira.

Bolsa de Chicago – Em Chicago, as cotações eram pressionadas, segundo analistas, novamente por fatores técnicos, uma vez que o cenário climático permanece excessivamente chuvoso e ainda inspira cuidados tanto para a soja, quanto para o milho.

Hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz seu novo boletim semanal de acompanhamento de safras, atualizando o desenvolvimento do plantio da soja e as condições das lavouras de ambas as culturas. E essas informações, como acontece tradicionalmente às segundas-feiras, busca se posicionar ao esperá-las.

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Além disso, apesar da baixa no Brasil, no cenário exterior o dólar ganhou um pouco mais de força frente à cesta de principais moedas internacionais e operava em alta, atuando como fator de pressão para as cotações nos mercados internacionais de commodities sendo agrícolas ou não.

Segundo analistas ouvidos por agências de notícias, no quadro externo a atenção ainda se volta à novela da dívida grega, aos indicativos da economia norte-americana divulgados nesta segunda, bem como as expectativas sobre o futuro da taxa de juros norte-americana. Uma nova reunião do Federal Reserve acontece nesta quarta-feira (17) e se espera um sinal sobre a pauta nesse encontro.

Enquanto isso, o Corn Belt segue recebendo chuvas volumosas e generalizadas nesta nova semana. E as últimas previsões seguem indicando a continuidade desse padrão pelos próximos dias. De acordo com informações do site norte-americano AgWeb, os meteorologistas esperam uma semana quente e úmida pela frente, principalmente na região das Planícies.

“Continua a tendência de temperaturas um pouco mais elevadas de uma forma geral em todo os EUA, embora o calor diminua nos estados centrais, onde o clima ainda mais úmido continua”, explica Krissy Klinger, meteorologista ouvido pelo portal internacional.

No mercado futuro americano chegam, ainda nesta segunda-feira, as informações do novo boletim semanal de embarques de grãos divulgado pelo USDA e que trouxeram números para a soja acima das projeções dos traders, o qual acaba atuando como fator de suporte para as cotações.

Na semana que terminou em 11 de junho, os embarques de soja norte-americanos da safra 2014/15 somaram 226,614 mil toneladas, contra 216,810 mil da semana anterior. As projeções do mercado variavam de 80 mil a 190 mil toneladas. No acumulado do ano comercial, o total de soja embarcada é de 47.410,488 milhões de toneladas, contra 42.465,806 milhões do mesmo período na temporada anterior.

Fonte: Notícias Agrícolas
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