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Extrato de plantas, uma nova tendência na alimentação de bovinos

Extrato de plantas, uma nova tendência na alimentação de bovinos

Um dos maiores desafios enfrentados na nutrição de bovinos é a necessidade de se reduzir as perdas energéticas e por degradação de proteínas durante o processo de fermentação do rúmem, evitando assim distúrbios mais severos. Normalmente como estratégia adotada por nutricionistas, utiliza-se tecnologia em aditivos capazes de modular a fermentação ruminal, a fim de, melhorar a utilização dos ingredientes da dieta. Uma tecnologia que a cada ano que passa, apresenta-se com grande respaldo científico, e com relatos de campo positivos, é o uso de óleos essenciais. Os óleos essenciais tratam-se de metabólitos secundários extraídos de plantas, responsáveis por características de odor e coloração dos vegetais.

Estas substâncias são obtidas através de processos de destilação e vaporização em água. Estes produtos parecem exercer atividade antimicrobiana sobre bactérias Gram-negativas e Gram-positivas (HELANDER et al., 1998) de forma eficiente, o que os torna fortes candidatos a substituir antibióticos na nutrição animal. Uma situação que vem de encontro com as novas recomendações adotadas pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e demais entidades governamentais vinculadas ao setor agronegócio em outras partes do mundo e aqui no Brasil. No final do ano passado o MAPA (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento) seguindo orientações da OMS, determinou através da assinatura do ministro Blairo Maggi, a proibição do uso do antimicrobiano Sulfato de Colistina em rações de bovinos, suínos e aves, aditivo este, usado como melhorador de desempenho zootécnico nos animais (FONTE: site www.brasil.gov.br).

Dentre os principais óleos estudados, destacam-se o timol presente no tomilho (Thymus vulgaris), o ríceno presente na mamona (Ricinuns communis), o cinamaldeído presente na canela e o limoneno extraído da polpa cítrica (CASTILLEJOS et. al., 2005). Os estudos, até então divulgados, demonstram que estes metabólitos além de apresentar ação antimicrobiana possuem efeito antioxidante, como agentes redutores e sequestradores de radicais livres, o que demonstra que tal característica pode refletir na qualidade da carne de animais alimentados com estes metabólitos. Pelos motivos expostos acima, os óleos essenciais estarão cada vez mais presentes nas dietas de bovinos como ferramentas moduladoras da fermentação ruminal, o que além de ser benéfico sobre a ação no sistema digestivo, será menos prejudicial à saúde humana, pois os óleos essenciais substituirão cada vez mais os antibióticos da mesa do consumidor de proteína animal.

Jorge Augusto Abreu
Médico Veterinário CRMV-PR 12381 – Mestrando em Produção Animal/Nutrição de Ruminantes pela UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná)

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