Grãos: Mercado em Chicago reage à decisão do Reino Unido e tem fortes baixas nesta 6ª feira – Via Notícias Agrícolas

Grãos: Mercado em Chicago reage à decisão do Reino Unido e tem fortes baixas nesta 6ª feira – Via Notícias Agrícolas

preço da sojaPor Carla Mendes. E o Reino Unido decidiu pela saída da União Europeia. Em uma votação apertada, a notícia chegou e assustou o mercado financeiro global, as bolsas e commodities despencaram, a libra esterlina alcançou sua mínima em mais de 30 anos frente ao dólar e as incertezas sobre esse novo momento só fazem crescer.

Na manhã desta sexta-feira (24), frente a isso, os futuros dos grãos negociados na Bolsa de Chicago operavam com novas e expressivas baixas, tal qual as demais commodities nas bolsas e Londres e Nova York. Quem liderava a derrocada era o petróleo, com perdas de quase 5%, por volta das 8h20 (horário de Brasília).

Entre as posições mais negociadas da soja, as baixas variavam entre 11,50 e 14,25 pontos, com os contratos setembro e novembro/16 já atuando abaixo dos US$ 11,00 por bushel. A posição que é referência para a nova safra americana era cotada a US$ 10,87. Os futuros do óleo e do farelo de soja também cediam forte.

Ao mesmo tempo, os preços do milho também abandonavam o patamar dos US$ 4,00 por bushel e o recuo no mercado do cereal era de 8,50 a 9,25 pontos nos vencimentos mais importantes. O setembro/16 valia US$ 3,83 por bushel. Enquanto isso, no trigo as baixas eram semelhantes – de 6,50 a 7 pontos – com os contratos mais negociados oscilando entre US$ 4,47,no julho/16, a US$ 4,97 no março/17.

“Devemos ver os níveis médios de suporte para os preços mudaram nos próximos dias”, diz Joe Lardy, da internacional CHS Hedging em entrevista ao portal britânico Agrimoney.

No entanto, analistas internacionais ainda chamam a atenção para a pressão que as boas condições de clima nos Estados Unidos seguem exercendo sobre as cotações dos grãos no presente momento, porém, sem deixar de lembrar que os meses decisivos tanto para a soja quanto para o milho ainda não chegaram – sendo julho para o cereal e agosto para a oleaginosa – e que alguns problemas, principalmente em ano de La Niña, poderiam alterar esse cenário e inverter o movimento do mercado.

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