Grãos orgânicos viram tendência e pagam mais

Grãos orgânicos viram tendência e pagam mais

A área de orgânicos de soja e milho têm aumentado e não é mais limitada a frutas, verduras e carne, de acordo com dados do Serviço Nacional de Estatísticas Agrícolas do Departamento da Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

E não só isso. O estudo revela que a remuneração para o grão orgânico geralmente é muito mais alta que o convencional.

O valor pago pelo grão pode ser até US$ 10 mais alto pelo bushel que os cultivos convencionais. No caso da cooperativa Organic Valley, o valor pago pelo milho orgânico é US$ 8 a US$ 12 por bushel e da soja é de US$ 17 a US$ 22 por bushel.

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“É uma curva de aprendizado muito íngreme. Estamos ainda aprendendo muito”, afirmou Al Clark, produtor do estado norte-americano da Geórgia, que começou a produzir soja, milho e amendoim orgânicos em 2007.

Somente de 2015 a 2016, houve um crescimento de 23% no valor de produtos certificados como orgânicos pelo USDA. Já o número de fazendas com produção orgânica cresceu cerca de 11% em área no mesmo período.

De acordo com o USDA, os empréstimos liberados para orgânicos tem sido mais favoráveis e o apoio do governo tem crescido com uma demanda cada vez maior do consumidor final.

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São cerca de 12 mil fazendas de proprietários com algum tipo de produção orgânica nos Estados Unidos, sendo que seis mil fazendas de locatários também possuem produtos com certificação orgânica, ainda segundo o órgão.

Entre as reclamações recorrentes dos produtores estão a burocracia para conseguir a certificação e um cuidado para o manejo muito maior.

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