HELICOVERPA – Mudanças de conceitos e paradigmas

HELICOVERPA – Mudanças de conceitos e paradigmas

A introdução avassaladora da praga exótica Helicoverpa armigera no Brasil, com perdas superiores a U$ 1 bilhão, fez toda a cadeia produtiva redimensionar a complexidade do sistema produtivo, seja no manejo químico, cultural ou biológico. Ou ainda, para conhecer a praga e sua interação com as culturas, o meio ambiente e as formas de antecipar e/ou minimizar seus danos.

HELICOVERPA - Mudanças de conceitos e paradigmas

Instalada a lavoura, um manejo que merece destaque pelo uso exponencial para o controle desta praga é o biológico. Esta modalidade de controle é fator determinante nesta nova fase da agricultura no que tange o conceito de Manejo Integrado de Produção Sustentável.

A utilização de Bacillus thuringienses como inseticida em larga escala e a introdução emergencial de uma estirpe de vírus (HzNPV), específico para gênero Heliothinae (da qual a Helicoverpa faz parte) são consideradas essenciais a este manejo integrado.

Para os produtos à base de Bt’s, as cepas kurstaki e aizawai são as mais utilizadas, bem como o produto do processo de trasnconjugação de ambas.

Mas, o que as difere quanto ao uso? Primeiro, o espectro de pragas, diferindo quanto aos esporos com endotoxinas do grupo de proteínas Cry. Quanto ao modo de ação é necessária a ingestão pela lagarta, ocorrendo destruição do trato digestivo, paralisação alimentar, septicemia e morte da lagarta. Sabe-se que o Bt kurstaki é o que possui LC50 (dose letal que mata 50% da população dos indivíduos) menor sobre o gênero Helicoverpa. Já o processo de transconjugação entre as duas cepas, que é natural de bactérias entomopatogênicas, potencializa a ação sobre as lagartas e aumenta o espectro de controle ao considerarmos a presença dos gêneros Spodoptera sp. e Crysodeixus sp. (falsa-medideira).

A Ihara tem hoje como principal opção de produto transconjugado o Agree, por possuir características do Bt Kurstaki e Bt Aizawai consegue atingir todo o complexo de pragas citado acima.

E no que se refere a vírus, devemos ressaltar o produto Gemstar, que é um produto biológico, altamente purificado, a base do vírus HzNPV. A lagarta se contamina através da ingestão de 2-3 destas partículas (preferencialmente até 3º instar). Contaminada, a lagarta passa a ser fonte de multiplicação do vírus e com sua morte, passa a contaminar outras lagartas que ingerem as partículas de vírus liberadas no meio, dando início a reinfecção. Segue abaixo fotos tiradas no município de Luis Eduardo Magalhães/BA, em lagartas contaminadas com GEMSTAR.

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Carlos Carvalho, Consultor de Desenvolvimento de Mercado IHARA

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