Importância da aplicação de potássio no final do ciclo da soja

Importância da aplicação de potássio no final do ciclo da soja

Depois do nitrogênio (N), fixado simbioticamente, o potássio (K) é o macronutriente mais extraído pela soja. No meio agronômico, a principal fonte de K é o sal cloreto de potássio (KCl), que apresenta baixa força de fixação no solo, o que faz com que o parcelamento de doses acima de 60 a 80 kg ha-1 de K2O, seja frequentemente recomendado, objetivando reduzir as perdas por lixiviação e o efeito salino sobre as sementes no solo.

Estudos já comprovaram que o aumento das doses de K promove incremento na produção de grãos de soja. Uma vez que a principal ação de K é a regulação osmótica das células vegetais (absorção e perda de água), um suprimento satisfatório resulta em maior hidratação e abertura dos estômatos, conferindo maior resistência a seca e a geada. Conforme observado a campo, plantas cultivadas sob baixa disponibilidade de K ou em regiões de elevada ocorrência de chuvas sofrem redução na fotossíntese, produção de proteínas e por consequência o enchimento dos grãos, justificando a suplementação foliar deste nutriente como forma de minimizar o efeito das perdas que o sal KCl sofreu desde sua aplicação até o período reprodutivo.

Fisiologicamente, logo após o estádio de R5.5 ocorre o máximo acúmulo de matéria seca e de nutrientes nas folhas, pecíolo e ramos da cultura, iniciando a seguir a sua redistribuição (translocação) dessas partes da planta para as sementes em formação, um período de rápido e constante acúmulo de reservas na semente que continua logo após o estágio R6.5, no qual a semente está com aproximadamente 80% de sua matéria seca total (IPNI). Neste contexto, a suplementação foliar com K, favorece uma maior translocação de fotoassimilados, principalmente nas vagens superiores, resultando em maiores taxas de absorção de água e qualidade no enchimento de grãos.

Importância Da Nutrição Vegetal Na Qualidade Fisiológica De Sementes

Análises de laboratório demonstraram ainda um aumento no vigor e peso de mil sementes, comprovando que por meio de um bom manejo podemos ter ganhos significativos em produtividade e rentabilidade. Vale lembrar que a suplementação foliar não substitui o manejo via solo, entretanto pode contribuir grandemente com a produção de grãos do cenário atual, onde tanto a necessidade por elevadas produtividades como as adversidades climáticas são constantes.

Eng. Agr. Dr. Ivair Nava – Consultor de Desenv. Técnico – Produquímica

Eng. Agr. M.Sc. Gabriel Schaich – Gerente Técnico e de Desenv. Região Sul – Produquímica

 

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