No Ministério da Saúde, Simbiose defende uso de BTI nacional contra Aedes Aegypti – Leonardo Gottems

No Ministério da Saúde, Simbiose defende uso de BTI nacional contra Aedes Aegypti – Leonardo Gottems

simbioseA Simbiose Agrotecnologia Biológica realizou reunião na última semana com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, na qual defendeu a adoção de uma solução nacional para o controle do mosquito Aedes Aegypti – vetor de doenças como febre amarela, dengue, chicungunya e zica. Na ocasião, a empresa apresentou o Aedes Control, que é formulado à base de Bacillus Thuringiensis Israelensis (BTI).

O produto foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e aguarda apenas a licença de operação da fábrica por parte da Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental – RS), a qual já sinalizou que em alguns dias estará liberada. De acordo com a Simbiose, o Aedes Control foi testado e comprovou 100% de eficácia no combate da larva do mosquito Aedes Aegypti.

A iniciativa de procurar o Ministério da Saúde surgiu após declarações de ministros do governo afastado no sentido de facilitar a importação de produtos biológicos à base de BTI para o combate ao mosquito. Também trouxe preocupação à indústria nacional a publicação da Resolução Camex nº 31 (de 31 de março de 2016, publicada no DOU em 1º de abril de 2016) isentando de imposto de importação esses produtos.

No encontro, realizado em Brasília a partir de articulação do deputado federal Afonso Hamm, foi mostrada a capacidade da Simbiose em suprir o mercado brasileiro e ainda exportar o produto. Na ocasião foi entregue ainda uma carta ao ministro com solicitações como a de “revisão das leis fiscais e sanitárias para a importação de tais produtos [BTI]”.

O documento pede também a “desistência por parte do governo federal desta política de importação de produtos biológicos, principalmente em defesa das indústrias nacionais, as quais estão investindo milhões em pesquisas, capitaneadas por entidades como a Embrapa e a Fiocruz, sofrendo com a burocracia que atrasa de forma sistemática todo o desenvolvimento deste segmento, que pode tornar o Brasil polo no desenvolvimento de tecnologias biológicas sustentáveis”.

A carta solicita ainda: “a criação de políticas públicas para o incentivo e subsídio ao uso de tecnologia biológica para combate ao Aedes Aegypti e outros vetores facilmente controláveis com tal tecnologia [BTI]; a preferência de aquisição por parte da Funasa de produtos nacionais; e a inclusão de produtos biológicos de controle nas aplicações aéreas ora liberadas pelo presidente Michel Temer”.

Também estiveram presentes na reunião assessores da senadora Ana Amélia Lemos e Paulo Cesar Silva, especialista em controle larvário e coordenador do combate ao mosquito no Ministério da Saúde.

Autor: Leonardo Gottems

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