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Como o julgamento de lula afeta o agronegócio

O julgamento em segunda instância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, iniciado nesta quarta-feira (24.01) no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), deve afetar diretamente o agronegócio. A questão cambial é a preocupação de diversos analistas de mercado e diretores de instituições financeiras.

“Todos sabemos que o dólar é um componente muito importante do preço da soja, mas o problema é saber quando ele vai subir, e até onde ele vai subir. Os prováveis movimentos da moeda norte-americana neste ano será de picos em picos, conforme os vários acontecimentos: desdobramentos do julgamento de Lula, dos embates pela Reforma da Previdência, das pesquisas eleitorais e a eleição presidencial, bem como as nomeações dos ministros e os rumos futuros da economia”, comenta o analista da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Fernando Pacheco.

De acordo com ele, são muitos os fatores que influenciarão o dólar nesse ano, mas com certeza não há nenhum especialista que afirme que ele só subirá no período: “Serão altos e baixos e caberá aos vendedores de soja aproveitar os momentos de alta para fixar o seu produto. Hoje [terça-feira, 23.01] foi um dia típico: o dólar subiu por conta da expectativa cautelar sobre o resultado do julgamento em segunda instância sobre a condenação do Lula”.

“Se ele perder de 3 x 0, o dólar voltará a cair fortemente; se o placar for 2×1 o dólar voltará a subir um pouco mais, mas se se ele for absolvido, o dólar subirá mais forte, muito forte e deverá permanecer alto, diríamos que acima dos R$ 3,50, porque o Lula, na presidência, não está comprometido com as finanças do país e só aumentará, ainda mais, a dívida [pública]”, afirma Pacheco.

 

Segundo o economista Alexandre Cabral, da NeoValue Investimentos, “é preciso ver como vai ser a votação. A aposta é que fique em 3 x 0. Qualquer resultado diferente disso tende fazer a bolsa devolver essa alta, inclusive a possibilidade de vistas ao processo”.

“O evento de amanhã pode ser um catalisador para algum desempenho melhor ou pior (do que o exterior), mas achamos que a diferença, em caso de um desfecho positivo não será dramática e teremos tempo de voltar ao risco”, disse o diretor de Tesouraria de um grande banco em nota oficial.

A Wagner Investimentos (WIA) sustenta, em relatório, que “caso ocorra a absolvição – e este é um cenário possível –, deveremos ter movimentos muito fortes (no mercado de câmbio) contra as tendências”.

Por: AGROLINK –Leonardo Gottems

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