Novas estirpes de bactérias podem originar biopesticidas

Novas estirpes de bactérias podem originar biopesticidas

A bactéria do solo Bacillus thuringiensis ou Bt se tornou conhecida por sua relação com cultivos geneticamente modificados como milho ou algodão. Mas o seu uso vai além dos cultivos transgênicos. Um grupo de cientistas indianos encontrou novas estirpes de Bt que podem ser usadas para desenvolver biopesticidas no futuro.

Pesquisadores da Universidade Muçulmana Aligarh e do Centro Nacional de Pesquisas de Nova Deli em Biotecnologia identificaram novas estirpes de Bt de exemplares de solo coletados do Noroeste do Himalaia.

O Bt é um importante organismo do solo que produz cristais de proteína que são tóxicos para muitos insetos. Essas proteínas se tornam ativas no intestino de pestes em condições de alcalina e forma poros na linhagem das células. Subsequentemente, os insetos perdem os constituintes celulares, param de alimentar-se e morrem.

Os cultivos transgênicos exploram esses traços através da incorporação desses genes bacterianos. No entanto, depois de um tempo as pestes se tornam resistentes aos genes tóxicos. Os cristais de proteína do Bt podem ser acrescentados diretamente ao solo em vez de usar pesticidas químicos, mas nesse caso de uso prolongado pode permite que a peste desenvolva resistência.

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Os cientistas, portanto, buscam diferentes estirpes de bactéria que contém gene insecticidas únicos. Nas suas buscar por essa cepa de Bt, os pesquisadores focaram os trabalhos no Noroeste do Himalaia. Eles juntaram 207 exemplares de dez diferentes localidades e cultivaram a bactéria no laboratório. A proteína de cristais foram testaram a toxicidade contra a Helicoverpa armigera.

Duas proteínas- Cry e Cyt – tem a ação inseticida mais forte contra essa traça. Então, os cientistas checaram o DNA bacteriano pela presença das sete diferentes classes dos genes do Cry e as duas classes dos genes de Cyt. Quase dois terços das estirpes de Bt deram positivo para cada gene.

Os pesquisadores depois isolaram as proteínas bacterianas e alimentaram elas com a larva da Helicoverpa. Comendo as folhas com essas proteínas interromperam a alimentação da larva em 30% dos casos. Os cientistas notaram que as estirpes com maior êxito nesse esforço foram os genes de Cry e de Cyst.

Baseadas nesses resultados, quatro cepas potencialmente podem ser usadas para usar uma grande variedade de pesticidas que foram identificados. Uma que particularmente se destaca é a Bacil lus thuringiensis JK 12 que é requerida em menor quantidade para interromper a alimentação larval.

“No futuro, todos essas quatro estirpes potencialmente tóxicas devem ser testadas contra pestes lepidópteras e vamos determinar a aplicabilidade de uma ampla gama de hospedeiros,” contou ao India Science Wired o autor líder do estudo, Showkat Ahmad Lone.

No entanto, o Dr. Raj K. Bhatnagar, professor emérito do Centro Internacional de Engenharia Genética e Biotecnologia, que não está ligado ao estudo, apontou que esses estudos falharam em caracterizar o gene ou a proteína. “No presente estudo, não há comparação entre a toxicidade com estirpes conhecidas”, acrescentou.

Em função de que essas proteínas não são tóxicas a humano e não afetam a produtividade do solo, oferecem várias vantagens contra pesticidas convencionais, afirmou o Dr. Bhatnaghar. O estudo foi publicação na revista acadêmica Biotechnology Reports.

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