O Senar lança campanha: Aedes aegypti, mais perigoso a cada ano

O Senar lança campanha: Aedes aegypti, mais perigoso a cada ano

SENARPara esclarecer a população e reforçar a necessidade de combate permanente ao mosquito Senar lança a campanha. A chegada deste verão aumentou ainda mais a preocupação no País com a incidência de doenças provocadas pelo Aedes aegypti: dengue, chikungunya e zika vírus. Uma das principais preocupações neste momento é a suspeita de que o zika vírus pode ser a causa do aumento de casos de microcefalia no Brasil.

Já foram registrados, este ano, 1.248 casos de microcefalia, em 311 municípios, de 14 Estados, a maioria deles no Nordeste, doença que provoca a má formação do cérebro durante a gestação (perímetro menor ou igual a 33 cm para bebês a termo) e que compromete o desenvolvimento da criança em 90% dos casos. Nessa quarta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu alerta mundial para que os mais de 140 países-membros reforcem a vigilância para o eventual crescimento de infecções provocadas pelo zika vírus. O comunicado da OMS cita diretamente o aumento de nascimentos de bebês com má-formação e de casos da síndrome Guillain-Barré identificados no Brasil.

O documento reconhece pela primeira vez a ligação entre o vírus e o crescimento de casos dessas doenças. Ainda se sugere que países fiquem alertas para a necessidade de se ampliar o atendimento de serviços neurológicos e de cuidados específicos a recém-nascidos – algo já imaginado pelos Estados nordestinos. Também sugeriu o isolamento dos pacientes. A ação do Senar alerta sobre os perigos do mosquito – transmissor da dengue, da chikungunya e do zika vírus – e orienta a população rural sobre as formas de prevenção. Inicialmente, a campanha será divulgada no site, Facebook e no Twitter da entidade. A partir de 2016, haverá a distribuição de material informativo para todas as regionais do SENAR. “O assunto sempre volta à tona no início do verão, quando as chuvas e a elevação da temperatura provocam a proliferação do mosquito. Mas é preciso fazer a prevenção o ano todo e não apenas nas zonas urbanas”, alerta Deimiluce Coaracy, coordenadora de programas e projetos na área de saúde rural do Senar.

Em relação à dengue, dados do Ministério da Saúde apontam que o País passou a enfrentar um aumento de 176% de casos prováveis da doença. A estimativa é de 1,5 milhão de casos em 2015, contra 555,4 mil no ano passado. Ao todo, 199 cidades do País estão em situação de risco de dengue e 655 em alerta, incluindo sete capitais: Aracaju, Belém, Cuiabá, São Luís, Porto Velho, Recife e Rio de Janeiro. A maneira mais efetiva de acabar com os focos de proliferação do mosquito ainda é eliminar locais com acúmulo de água e lixo nos quais o Aedes aegypti pode se reproduzir, como vasos de plantas, lixo e garrafas pet abandonadas. Na área rural, os produtores também devem ficar atentos com cochos e locais utilizados para a armazenagem de grãos.

Acesse a cartilha para aprender a combater o Aedes Aegypti

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