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Para qualificar a safra de trigo em 2015, Biotrigo Genética promove Seminário Técnico no Paraná

Para qualificar a safra de trigo em 2015, Biotrigo Genética promove Seminário Técnico no Paraná
Sementeiros, produtores e técnicos conheceram, em Campo Mourão (PR), as novas cultivares TBIO e receberam orientações sobre a importância da introdução da cultura do trigo no sistema MIPD e do manejo da lavoura para minimizar doenças.

Mais do que acesso à tecnologia, é preciso saber usá-la. O investimento crescente em pesquisa tem trazido ao campo muitas novidades e perspectivas. Por isso, a Biotrigo Genética realiza anualmente um Seminário Técnico envolvendo técnicos, sementeiros, produtores e cooperativas licenciadas Biotrigo para, além de fazer lançamentos, destacar serviços e orientar toda a cadeia tritícola. Na cidade de Campo Mourão, no Paraná, o Seminário ocorreu nesta terça-feira (7), na Associação dos Engenheiros Agrônomos com a presença de cerca de 250 participantes dos estados do Paraná, São Paulo e Região do Cerrado.

A evolução da qualidade tecnológica nas cultivares de trigo dominou as discussões no seminário Técnico da Biotrigo, ocorrido nesta terça-feira, em Campo Mourão (PR).

A evolução da qualidade tecnológica nas cultivares de trigo dominou as discussões no seminário Técnico da Biotrigo, ocorrido nesta terça-feira, em Campo Mourão (PR).

Na abertura do Seminário, o Diretor Técnico da Biotrigo, Ottoni Rosa Filho, apresentou trajetória profissional dos sócios e a história de mais de duas décadas do programa de melhoramento genético da empresa fundada em Passo Fundo (RS) em 2008 com apenas seis funcionários. Segundo Rosa Filho, em 2015, o quadro de funcionários chegará a 40 profissionais nas unidades de Campo Mourão (PR) e no Centro de Pesquisa Genética da Biotrigo, em Passo Fundo (RS), que será inaugurado ainda neste primeiro semestre. A nova sede está localizada em uma área de mais de 14 hectares, resultado de um investimento que ultrapassou os R$ 20 milhões. “Nossa empresa tem como característica a agilidade em seu programa, gerando um grande diferencial competitivo para quem escolhe a genética Biotrigo para multiplicar suas sementes. Nossas cultivares resultam de pesquisa e investimento em tecnologia e, por isso, são reconhecidas como de excelente produtividade e de um ótimo balanço entre qualidade para a indústria panificadora e características agronômicas, facilitando o manejo e oferecendo segurança ao produtor rural”, destacou. No estado do Paraná, a Biotrigo é detentora de cerca de 55% do mercado de sementes de trigo, e no Rio Grande do Sul, a empresa é líder em trigo com aproximadamente 90% de marked share.

Atenta ao produtor e as demandas do campo 

O Gerente Regional Norte da Biotrigo, Fernando Michel Wagner, explica que a empresa está conduzindo vários trabalhos direcionados para atender demandas dos produtores e técnicos. Neste ano, por exemplo, a demanda do momento é o manejo e controle da Giberela. “A Biotrigo esta fazendo um trabalho muito grande dentro do seu programa de melhoramento para trazer maiores níveis de resistência, visto que não existem materiais imunes. Sabemos que só o manejo fitossanitário não é eficaz, mas aliado a uma boa genética é possível ter um resultado diferenciado”, destacou.

Esta temática foi aprofundada pelo pesquisador da FAPA (Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária), Herado Feksa, que apresentou o resultado de uma pesquisa de monitoramento da giberela na região de abrangência da Cooperativa Agrária realizada. Segundo Feksa, o monitoramento é realizado através de um radar que monitora 17 municípios produtores de trigo localizados em regiões com altitudes que variam entre 750 metros e 1,1 mil metros de altura. “Ao longo destes últimos 12 anos, conseguirmos manter a média produtiva de trigo com níveis muito baixos da micotoxina Deoxivalenol (DON) e excelente qualidade na cultura”, relatou. Os produtores conseguem alcançar este resultado a partir de informações que indicam as probabilidades de doenças recebidas por mensagens de celular ou ainda através do portal da FAPA. “Com isso é possível adequar o manejo para diminuir o foco da giberela e garantir um trigo de boa qualidade e dentro dos padrões permitidos da legislação”, finalizou.

Invasoras: um alerta ao produtor

O controle das plantas invasoras, considerado um dos maiores problemas da agricultura mundial também foi um dos focos do evento. Produtos químicos utilizados no controle de plantas invasoras em diferentes culturas agrícolas estão perdendo a eficiência a campo. Segundo o diretor de negócios da Biotrigo, é cada vez mais necessário investimento em programas de manejo que envolvam a diversificação de culturas, especialmente com a inclusão do trigo, para garantir a sustentabilidade do negócio. “O agricultor precisa se dar conta de que é necessário melhorar o manejo da lavoura para controlar as invasoras com os herbicidas disponíveis hoje e não esperar por uma molécula milagrosa que a indústria não tem previsão de lançar tão cedo. Uma das ferramentas que traz um bom resultado é a introdução do trigo no manejo da lavoura desde o início da infestação”, alertou.

O especialista em manejo de pragas e doenças, Fernando Adegas, reforçou esta alternativa em sua palestra sobre o Manejo Integrado de Plantas Daninhas (MIPD).  Segundo o pesquisador, se existe alguma possibilidade de controle satisfatório, certamente é por meio da implementação da rotação de culturas e o manejo integrado de plantas daninhas. “Em comparação com outros sistemas, o trigo integrado como segunda safra, tanto como cultura, como de palhada, se torna mais eficiente no controle de plantas que se tornaram resistentes devido ao uso excessivo, freqüente e na mesma área do mesmo tipo de herbicida”, recomendou.

Dando seguimento a discussão sobre o tema, o acadêmico do curso de agronomia Rodrigo Rudiére, apresentou um estudo sobre a produtividade de soja e do milho sobre palhada de trigo e, sob mediaçãodo gerente Fernando Wagner e participação do supervisor da Coamo Agroindustrial Cooperativa, Lucas Simas, aconteceu um painel sobre o impacto da sucessão soja e milho de segunda safra e a inserção do trigo neste sistema.

Tecnologia para melhorar o rendimento

Focada no desenvolvimento de cultivares de trigo que garantam segurança ao produtor rural, a Biotrigo Genética lança nesta safra sementes ainda melhores. Segundo o gerente comercial, Lorenzo Mattioni Viecili, para 2016, a empresa preparou para os multiplicadores de sementes o TBIO Toruk, cultivar com alto rendimento, qualidade e vigor. “Filho de Filho de Quartzo, Mirante e com genética francesa, TBIO Toruk demonstrou ampla adaptação desde o Rio Grande do Sul até a região do Cerrado. Tem um tipo agronômico de planta diferenciado, porte baixo, forte perfilhamento, uniformidade de espigamento, florescimento e maturação, ou seja, um trigo arrojado e que surpreende em relação aos outros materiais por possibilitar um ambiente ideal para tecnologia da aplicação de fungicidas visando o combate de doenças de difícil controle, como por exemplo, a giberela”, disse. A cultivar, que chega para os produtores em 2017, tem característica de trigo Pão/Melhorador, atendendo a demanda por qualidade industrial e gerando grande expectativa para o segmento.

Nunca foi tão fácil colher tanto

As perspectivas para o produtor de sementes que investir em uma boa cultivar nesta safra são bastante promissoras, segundo o Diretor de Negócios da Biotrigo, André Cunha Rosa. Ele apresentou o TBIO Sossego, lançamento do ano para os produtores. “Consideramos a variedade de melhor pacote fitossanitário já lançado do país porque apresentou excelente resistência a doenças de trigo e ampla adaptação em todas as regiões tritícolas do país”, afirmou. Entre as características, este trigo obtém rendimento médio em muitas localidades desde baixo até alto potencial e comparável as mais produtivas da Biotrigo, tornando-o muito competitivo em ambientes suscetíveis a doenças.

Resultados de rendimento e qualidade industrial

Com o objetivo de complementar as informações sobre cultivares da Biotrigo, o Supervisor Comercial da Regional Norte da Biotrigo, Deotato Matias Junior repassou aos participantes os resultados de rendimentos das parcelas demonstrativas e ensaios 2014 no Paraná e região do Cerrado. Os resultados do Rio Grande do Sul foram apresentados pelo Gerente Comercial, Lorenzo Mattioni Viecili.

Segregar para garantir maior liquidez

O supervisor de Novos Negócios da empresa, Rodrigo Basso, destacou a importância de enxergar o trigo como um negócio em termos de cadeia produtiva. “A elaboração de um plano de safra, contemplando recebimento, segregação e homogeneização de trigos são fundamentais para assegurar identidade e liquidez ao cereal, afinal o consumidor está exigente, e essa exigência emana dele, chega à indústria, bate a porta do cerealista/cooperativa e também têm reflexos no campo. O princípio disso, portanto, implica na escolha das cultivares certas”, defendeu.

Novos projetos

Outros projetos da empresa também foram apresentados durante o seminário. Para atender novos segmentos, a empresa também lança o trigo TBIO Noble, com alta performance de panificação e característica de farinha branqueadora. Também estão em andamento pesquisas de trigo para biscoitos e de trigo especifico para alimentação animal, destinado exclusivamente para o uso de silagem e pré-secado.

O produtor de sementes Huguiyoski Sugeta, do município de Londrina (PR), recebeu uma placa pela atuação pioneira e persistência na triticultura.

O produtor de sementes Huguiyoski Sugeta, do município de Londrina (PR), recebeu uma placa pela atuação pioneira e persistência na triticultura.

Homenagem

Durante o evento foi concedida uma homenagem especial ao empresário Huguiyoski Sugeta, do município de Londrina (PR). Pioneiro no Paraná, o produtor de sementes se destacou pela persistência no segmento. A entrega da placa foi realizada pelos sócios-diretores da Biotrigo, André Cunha Rosa e Ottoni Rosa Filho.

 

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