Paraquat: alternativa pode chegar em 3 anos

Paraquat: alternativa pode chegar em 3 anos

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) decidiu não recorrer da decisão da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de suspender o herbicida Paraquat.

De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária, Luís Eduardo Pacifici Rangel, a Anvisa tem “legitimidade para a avaliação e reavaliação de substâncias, como os defensivos agrícolas, sob a ótica da saúde de consumidores de alimentos e trabalhadores rurais”.

Além disso, Rangel justifica que a entidade vem demonstrando uma “maturidade técnica que se nivela com as mais sofisticadas autoridades do mesmo tema no mundo. As bases para a manifestação da Anvisa, no caso do parquate estão claras e propõe abertura para novos argumentos futuros, caso existam ou sejam produzidos, estratégia típica das boas decisões regulatórias.

A agenda de reavaliações é necessária e vem sendo abordada de maneira transparente e cientifica pela Anvisa, mesmo que não tenham ainda incluído os conceitos plenos de avaliação do risco em alguns casos”.

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“A medida, tomada com prazos razoáveis, possibilita a construção de políticas públicas de substituição dessas moléculas. A SDA (Secretaria de Defesa Agropecuária) vem promovendo uma política de prioridades que já inclui plantas daninhas resistentes, para as quais terão o reforço de busca por alternativa ‘perfeita’. Entendemos como alternativa perfeita aquelas substancias que tenham performance biológica similar e custo competitivo para o controle do mesmo complexo de pragas”, explica.

O secretário de Defesa Agropecuária sustenta que, com o modelo adotado atualmente, é possível “desafiar o mercado na busca por alternativas, prioriza-las para registro e disponibiliza-las ao agricultor no período de 3 anos”.

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“O produtor deve permanecer vigilante as políticas públicas dos órgãos reguladores. Deve manter-se informado das alternativas já disponíveis ao paraquate e utiliza-las nos próximos anos para se adaptar a esses produtos. Vamos promover discussões cientificas para lançar campanhas de substituição da molécula e manter o mercado abastecido de alternativas até o final do período determinado”, conclui.

AGROLINK –Leonardo Gottems

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