Preços do milho se sustentam acima dos R$30,00/sc nos portos com dólar forte, mas ritmo de comercialização antecipada ainda é pequeno

Preços do milho se sustentam acima dos R$30,00/sc nos portos com dólar forte, mas ritmo de comercialização antecipada ainda é pequeno

Preços do milho se sustentam acima dos R$30,00/sc nos portos com dólar forteNo mercado do milho os preços praticados nos portos variam de R$30,00/sc a R$31,00/sc mas os negócios futuros seguem em baixa mesmo com os preços alcançando os R$33,00/sc, haja vista a insegurança dos produtores pela volatilidade do dólar.

“É importante que os produtores fiquem atentos às oportunidades com negociação antecipada, para escoar a safrinha”, considera Molinari.

A área plantada do milho safrinha deve ficar acima do registrado no ano passado, mesmo com os produtores sinalizando que reduziriam a área, principalmente no Mato Grosso.

“Será uma boa safrinha, mas não é gigantesca, porque a tecnologia aplicada reduziu em várias regiões. Mas se o clima andar bem no outono teremos uma safrinha de 46 milhões de toneladas”, considera Molinari.

Além disso, o consultor ressalta que o Brasil vem registrando um excedente anual de 20 a 25 toneladas de milho, com a exportação sendo o fundamento básico para o sucesso dos preços.

Ainda, o dólar também eleva os custos de produção, que segundo ele não será corrigido pelo mercado, somente na safra nova. “O câmbio corrige os preços e eleva os custos de produção, isso é inevitável. Os preços de mercado não vão corrigir os custos de produção. Se nós tivemos acesso de oferta no segundo semestre, sem exportação, termos baixas de preços independe dos custos de produção. O mercado não está preocupado com os custos neste momento”, ressalta o analista.

Com isso, caso a safra norte americana alcance produtividades recortes, o Brasil poderá ter dificuldades na comercialização externa, podendo afetar a demanda do milho brasileiro.

“Nós não sabemos qual será o volume de exportação no segundo semestre, e quanto mais o produtor atrasar as vendas, menos nos exportaremos. Então dependemos de um bom fluxo de embarques de milhos para sustentar os preços”, conclui Molinari.

Por: Aleksander Horta // Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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