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Projeto Lavoura de Precisão da Emater/RS-Ascar monitora lavoura em Cruz Alta

Projeto Lavoura de Precisão da Emater/RS-Ascar monitora lavoura em Cruz Alta
Foto: Cleuza Brutti

Foto: Cleuza Brutti

Técnicos da Emater/RS-Ascar monitoram o aparecimento de insetos e doenças em 52 lavouras de soja do Rio Grande do Sul, chamadas de Unidades de Referência Técnica (URT). Em Cruz Alta, nesta quinta-feira (18), o monitoramento ocorreu na URT do produtor Paulo Rodrigues, com a presença do próprio coordenador do projeto, o assistente técnico estadual em Soja, Alencar Rugeri. A ação, desencadeada pela Instituição no final do ano passado, faz parte do projeto Lavoura de Precisão e envolve parceiros como a Embrapa, universidades e a Massey Ferguson. “A gota d’água, que nos fez buscar estratégias de controle de pragas e doenças foi a Helicoverpa”, disse Rugeri. Em 2013, a voracidade da lagarta Helicoverpa armigera causou prejuízos às lavouras gaúchas.

O monitoramento feito pela Emater/RS-Ascar em 52 lavouras de soja deverá gerar mais de mil informações, válidas, segundo Rugeri, para atacar o principal “gargalo” na lavoura: a tecnologia de aplicação. “A qualidade não está apenas na máquina, mas, sobretudo, na tecnologia de aplicação”, insistiu Rugeri. “O tipo da gota, o volume da calda, a ponta, as condições ambientais e o princípio ativo adequado à praga e doença são fundamentais”, disse ele. Dados preliminares do projeto devem ser divulgados na Expodireto 2016, feira que se realiza em Não-Me-Toque, entre os dias 07 e 11 de março.

Com o projeto Lavoura de Precisão, a Emater/RS-Ascar e os produtores de soja buscam o uso racional dos inseticidas e fungicidas, dando à terra e à planta, doses precisas de defensivos. A intensão, com isso, é obter resultados mais sustentáveis, tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental.

Entre as principais metas do projeto, estão a redução de um terço da aplicação de inseticidas nas lavouras, 15 visitas de um técnico ao produtor de soja, melhoria na qualidade das aplicações de inseticidas e fungicidas e aprimoramento dos critérios de identificação e reconhecimento dos insetos, inclusive, daqueles que são benéficos.

Pano de batida
Com o projeto Lavoura de Precisão, a Emater/RS-Ascar retoma o método de amostragem de insetos com o pano de batida. “Esse trabalho de batida de pano foi esquecido, poucos produtores fazem”, lamentou o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Gilberto Bortolini.

Com supervisão da engenheira agrônoma da Emater/RS-Ascar, Larissa dos Reis, o produtor de Cruz Alta, Paulo Rodrigues, coloca periodicamente o pano de batida, de um metro de comprimento, entre as fileiras de soja e, com movimentos vigorosos, sacode a planta. Sobre o pano caem lagartas e percevejos, entre outros insetos. Todos são contados e se o nível de infestação for muito alto, o agricultor costuma recorrer ao uso de inseticidas. “Hoje, o pulverizador é o que o produtor mais precisa na lavoura”, disse o representante da Redemaq, Lucas Teixeira.

Economia
Mesmo sem ter pronto o balanço financeiro da safra de soja que irá colher nas próximas semanas nos seus 35 hectares, o produtor de Cruz Alta está satisfeito com os resultados. Rodrigues projeta ter economizado, pelo menos, 50% com a compra de inseticida. “Se não tivesse o acompanhamento da Emater já teria aplicado, até agora, umas três vezes o inseticida”, disse Rodrigues, que nesta safra aplicou inseticida apenas uma única vez.
Fonte: Emater/RS

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