Prospecção financeira 2015

Prospecção financeira 2015

prospecção financeiraO momento é oportuno, estamos no início de um novo ano de safra, e é importante antever como será o movimento financeiro deste ano. Haverá sobra financeira ou necessidade de capital de giro?

Fazer um levantamento das possíveis entradas e saídas é crucial para a gestão saudável de qualquer empresa. Nas rurais não é diferente. E para a realização do fluxo de caixa projetado é possível iniciar a qualquer tempo, desde que tenha um ciclo de 12 meses. Insistimos no ciclo de 12 meses, porque dentro deste período certamente haverá o fechamento de todas as culturas de uma propriedade rural. Para as empresas com exploração agrícolas, a sugestão é de que siga o calendário agrícola, fixado entre o período de julho de um ano a junho do outro.

Elaboramos uma lista de itens de possíveis entradas e saídas para o decorrer do seu ano de gestão:

ENTRADAS – Previsões

  • Produção das culturas de verão e multiplique pelo preço médio estimado da cultura, procure observar o cenário mercadológico (demanda, liquidez, etc) de cada produto;
  • Idem para as culturas de inverno que, embora não estejam plantadas, mas fazem parte da rotina e do plano de rotação de culturas da empresa, cuja produção ainda poderá ser comercializada neste ano;
  • Produção de animais estimados que serão comercializados, ainda neste ano, bem como a estimativa dos descartes de matrizes;
  • Descarte de bens do ativo imobilizado tais como: máquinas, implementos, equipamentos, entre outros que eventualmente estejam no plano de renovação;
  • Estimativa da tomada habitual de recursos de custeio para financiamentos das culturas operacionais da empresa;
  • Estimativa da liberação de recursos para investimentos, já programados;
  • Outras receitas não operacionais como financeiras, venda de lenha e prestação de serviço.

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SAÍDAS – Previsões

  • Custos fixos (aqueles que independem da produção) da empresa até o final do ano (colaboradores, encargos, alimentação, despesas administrativas (água luz, telefone, combustível, pró-labore, imposto de renda), despesas com manutenção de organização do patrimônio, (máquinas, implementos e benfeitorias);
  • Compromissos já assumidos com fornecedores de insumos para pagamento na safra (verão), bem como das despesas necessárias até a colheita vindoura;
  • Insumos das culturas de inverno e de outras atividades que ainda não foram implantadas, mas que fazem parte da rotina operacional e de rotação de culturas, bem como os desembolsos necessários às culturas de verão da próxima safra;
  • Parcelas de financiamentos de custeio e investimento já contratados;
  • Investimentos necessários, como aquisição de máquinas, implementos e equipamentos, animais: matrizes e reprodutores ou reposição de estoques, etc.

Ok! Agora compare os valores encontrados no somatório das entradas com os valores das saídas de dinheiro. Se o saldo for positivo, planeje muito bem o que e como fazer para manter a estabilidade financeira.

Se o saldo for negativo, temos aí uma situação de necessidade de capital de giro para fechar as contas do ano. Como proceder? Há pelo menos três alternativas: uma com fonte de recursos externos, outra com fonte de recursos internos ou ainda de forma mista. Para cada caso há uma alternativa mais adequada. O mais importante, como gestor, é estar atento as previsões e projeções orçamentárias para que a longo e curto prazo seja possível identificar quais causas positivas e negativas afetaram sua gestão e/ou fluxo de caixa.

Rogério Bastos – Consultor SEBRAE e R&S Training Rural.

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