Sanidade, sustentabilidade e políticas agrícolas passam a dominar pauta do Conselho Agropecuário do Sul

Sanidade, sustentabilidade e políticas agrícolas passam a dominar pauta do Conselho Agropecuário do Sul

Sanidade, sustentabilidade e políticas agrícolas passam a dominar pauta do Conselho Agropecuário do SulO Conselho Agropecuário do Sul (CAS), formado por Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Uruguai e Venezuela, definiu nesta terça-feira (20) os três eixos que vão estruturar o trabalho do grupo: sanidade agropecuária, sustentabilidade e políticas agrícolas. A ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou da 30ª reunião do conselho, que ocorreu em Playa del Carmen, no México.

O encontro do CAS faz parte da missão oficial da ministra à cidade mexicana, onde também participará da 18ª Reunião Ordinária da Junta Interamericana de Agricultura (JIA), formada pelos ministros dos 34ª países americanos membros do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

A declaração conjunta do CAS foi assinada pelos representantes dos seis países presentes, sem participação da Venezuela, que não estava representada na reunião. Além de Kátia Abreu, estavam os ministros Carlos Casamiquela (Argentina), Carlos Furche (Chile), Jorge Gattini (Paraguai), Tabaré Aguerre (Uruguai) e o representante da Bolívia.

Sanidade
O conselho entendeu que é necessário alinhar as prioridades do Comitê de Sanidade Vegetal (Cosave) e do Comitê Veterinário Permanente (CVP) – órgãos especializados do Cone Sul – às políticas dos ministérios de Agricultura do CAS. O grupo ainda concordou que é estratégico manter ações coordenadas de erradicação da febre aftosa.

Kátia Abreu disse que para todas as Américas se tornarem livres de febre aftosa faltam apenas a Venezuela e os estados de Amapá, Roraima e Amazonas. O Brasil, acrescentou, está fazendo uma “força-tarefa” para que os três estados erradiquem a doença até maio do ano que vem, data da próxima reunião da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

“O Mapa está com foco especial nesse assunto e os governadores estão empenhados”, destacou a ministra, afirmando ainda que, a pedido da Venezuela, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apoia aquele país, por meio do IICA, na elaboração de políticas de erradicação da febre aftosa.

Políticas agrícolas
O grupo concordou também em vincular a articulação do CAS a temas de interesse da agricultura familiar, de modo a inserir pequenos agricultores de forma competitiva no mercado, por meio de assistência técnica e extensão rural.

Kátia Abreu afirmou aos ministros que é importante garantir renda ao pequeno agricultor. Destacou o programa “Oportunidade: Mobilidade Social no Campo”, cujo objetivo é dobrar a atual classe média rural brasileira por meio de qualificação, extensão rural e estímulo ao associativismo. O programa está em elaboração pelo Mapa e deverá ser lançado este ano.

“Não vamos fazer nenhuma mágica, são coisas simples e eficazes. Vamos buscar um milhão de agricultores que estão numa categoria que tem capacidade de dar um passo definitivo apenas com oportunidade”, assinalou a ministra.

Sustentabilidade
Os ministros do CAS firmaram comprometimento e esforço em prol da adaptação à mudança climática, sobretudo por causa da proximidade da 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em dezembro, em Paris. Para isso, o CAS vai incentivar e fortalecer a capacidade técnica dos seus ministérios para elaborar inventários de emissão de gases do efeito estufa e de negociadores em matéria de mudança climática.

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