Soja: Com estabilidade em Chicago e do dólar, preços nos portos do Brasil têm pouca oscilação – Via Notícias Agrícolas

Soja: Com estabilidade em Chicago e do dólar, preços nos portos do Brasil têm pouca oscilação – Via Notícias Agrícolas

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago seguem atuando com estabilidade na tarde desta segunda-feira (17). Os contratos mais negociados vêm testando os dois lados da tabela e, por volta de 14h (horário de Brasília), perdiam pouco mais de 2 pontos. Assim, o vencimento novembro/17 trabalha com US$ 10,07 por bushel.

Dessa forma  e com a estabilidade sendo observada também no mercado cambial, as cotações da soja nos portos brasileiros também exibem poucas variações em relação ao fechamento da última sexta-feira (14). Em Paranaguá, os indicativos para a oleaginosa disponível, no meio do dia, variavam entre R$ 71,50 e R$ 72,50 por saca.

O dólar, por volta de 14h20 (Brasília), perdiam apenas 0,11% e valia R$ 3,181. “As boas notícias da China fortalecem a leitura positiva para ativos de maior risco”, informou a corretora H.Commcor em relatório reportado pela agência de notícias Reuters. “A arena política nacional está mais calma, com o recesso (parlamentar)”, acrescentou.

Bolsa de Chicago

Entre os fatores que ainda pressionam as cotações na Bolsa de Chicago estão as previsões climáticas ainda ligeiramente mais favoráveis para o Corn Belt, com algumas chuvas aparecendo nos mapas, principalmente para as Dakotas, apesar do clima ainda quente em todo o Meio-Oeste americano.

Ao lado do clima, o posicionamento dos fundos também atua com pressão sobre os preços, uma vez que o momento é de elevada especulação e leva os fundos investidores – após terem comprado posições agressivamente nos últimos dias diante das previsões de clima adverso no Corn Belt – a voltarem à ponta vendedora do mercado, ao menos por enquanto, como explicam analistas internacionais.

Dados do relatório do CFTC mostram que esse forte aumento das posições compradas “alimentou a pressão vendedora nas últimas quarta e quinta-feiras”, como explica a corretora internacional Water Solutions. Assim, será necessário acompanhar e observar qual o risco climático que esses fundos irão, de fato, embutir nos preços esta semana na medida que novas previsões comecem a chegar ao mercado.

Nesta segunda-feira também, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz seu novo reporte semanal de acompanhamento de safras e a atualização do índice de condições das lavouras poderá, além de trazer alguma especulação durante a sessão de hoje, ajudar no direcionamento dos preços nos próximos dias.

Na semana anterior, o boletim mostrou 64% das lavouras americanas de soja em boas ou excelentes condições, com uma redução de dois pontos percentuais. Os novos números chegam às 17h (horário de Brasília), após o fechamento dos negócios em Chicago.

Além disso, o USDA informou ainda seus novos números de embarques semanais de grãos e os dados da soja ficaram dentro das expectativas do mercado. Na semana encerrada em 13 de julho, o país embarcou 285,972 mil toneladas de soja, enquanto os traders esperavam algo entre 240 mil e 440 mil toneladas. O volume ficou abaixo ainda do registrado na semana anterior, mas elevou o total acumulado na temporada a 53.283,777 milhões de toneladas. A estimativa total do departamento para as exportações do ano comercial 2016/17 é de 57,15 milhões de toneladas.

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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