Soja caminha nesta 4ª feira de lado na Bolsa de Chicago com cenário já conhecido – via Notícias Agrícolas

Soja caminha nesta 4ª feira de lado na Bolsa de Chicago com cenário já conhecido – via Notícias Agrícolas
Os preços da soja praticados na Bolsa de ChicagoPor: . Na sessão desta quarta-feira (1), os futuros da soja operam com estabilidade na Bolsa de Chicago. Por volta das 7h40 (horário de Brasília), as cotações registravam alta de 3,75 pontos no contrato setembro/15, enquanto os demais perdiam pouco mais de 0,50 ponto, com o novembro/15 valendo US$ 8,73 por bushel. Já o março/16 não tinha variação nesse mesmo momento, e o último valor era de US$ 8,81.

O mercado, segundo explicam analistas, ainda se comporta de forma bastante técnica e ainda é direcionado pelas informações sobre a nova safra dos EUA, bem como pelas últimas notícias do financeiro. Assim, já conhecendo seus principais fatores de influência, os futuros da oleaginosa não sentiram, a princípio, o peso do terceiro dia consecutivo de baixas entre as ações asiáticas.

O andamento do dólar e a postura dos produtores – tanto da América do Sul, quanto dos EUA – em relação às suas vendas também pesam na formação dos preços, ainda de acordo com analistas. No Brasil e nos Estados Unidos, os vendedores estão retraídos e à espera de melhores oportunidades de comercialização.

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Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:
Soja: No Brasil, preços fecham com estabilidade no interior e nos portos; CBOT neutraliza dólar

O mercado internacional da soja fechou o pregão desta terça-feira (1) com expressiva baixa na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa, assim como as demais commodities, ainda sentem a pressão das turbulências do mercado financeiro, e o mês começou pesado para as cotações. Entre as posições mais negociadas, as perdas ficaram entre 12,75 e 13,50 pontos, e assim, a primeira posição – setembro/15 – fechou o dia valendo US$ 8,84 por bushel, enquanto a referência para a safra norte-americana – novembro/15 – terminou a sessão em US$ 8,78.

Nesta terça, foram divulgados os últimos números do índice de atividade industrial da China, o PMI, e a informação de uma queda de 50 para 49,7 pontos não foi bem recebida pelos investidores. O PMI de serviços recuou de 53,9 para 53,4 pontos e o compostou foi de 50,2 a 48,8. As notícias, mais uma vez, pesaram sobre o andamento dos negócios e motivou uma liquidação de posições por parte dos traders, que migraram para ativos mais seguros, principalmente o dólar. No Brasil – também motivada pelo cenário doméstico – a divisa bateu em R$ 3,70.

Outro fator que também pesa negativamente sobre as cotações, ainda na macroeconomia, é a forte perspectiva dos investidores sobre a alta da taxa de juros nos Estados Unidos, o que também motiva uma corrida para a moeda norte-americana. As ações norte-americanas, nesta terça em Wall Street amargaram um dia de perdas significativas, também sentindo a pressão de uma venda generalizada de ativos, como noticou a agência internacional Bloomberg. O petróleo também voltou a recuar e perdeu quase 3% em Nova York.

Complementando o cenário, ainda de acordo com informações apuradas pela Bloomberg, a presidente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, disse, nesta terça-feira, que a projeção do crescimento global está pior do que se esperava há dois meses. “Isso reflete duas forças: uma recuperação mais fraca do que o projetado em economias avançadas, e um novo ‘abrandamento’ no avanço das economias emergentes”, disse Christine em um discurso feito em Jacarta, na Indonésia.

Paralelamente, alguns fundamentos, principalmente os que se referem à nova safra norte-americana, também são negativos para a formação dos preços. Nos Estados Unidos, as lavouras de soja parecem caminhar para uma boa conclusão e, de acordo com os últimos números trazidos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em seu boletim semanal de acompanhamento de safras, 63% delas estão em boas ou excelentes condições. 93% delas estão formando vagens e 9% delas já começaram a derrubar suas folhas.

“O clima no Meio-Oeste dos EUA continua muito favorável para as safras”, disse o analista de mercado e editor do site internacional Farm Futures, Bob Burgdorfer. As últimas previsões do NOAA, o serviço oficial de clima do governo americano, já mostram chuvas nesta semana, porém, nos períodos dos próximos 5 e 7 dias, as precipitações esperadas para o país devem se manter fora do Corn Belt.

De acordo com as previsões da agência MDA Weather Services, o Meio-Oeste americano deverá ter, nesta semana, tempo mais quente e seco, com as máximas variando entre 30ºC e 34ºC e mínimas entre 21ºC e 23ºC.

Fonte: Notícias Agrícolas

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