Soja: Dólar recua, Chicago avança e preços nos portos do Brasil se mantêm acima dos R$ 70

Soja: Dólar recua, Chicago avança e preços nos portos do Brasil se mantêm acima dos R$ 70

Dólar recua, Chicago avança e preços nos portos do Brasil se mantêm acima dos R$ 70A segunda-feira (13) é de volatilidade para o dólar frente ao real, bem como para os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago. Ainda assim, as cotações da oleaginosa nos portos brasileiros conseguem garantir alguns bons patamares. Por volta de 12h (horário de Brasília), em Rio Grande, a soja disponível subia 0,13%, em relação ao fechamento da última sexta-feira (10), e era cotada a R$ 75,00 por saca. Em Paranaguá, por outro lado, o valor era de R$ 73,00, com baixa de pouco mais de 2%. Para a soja da safra nova, os preços eram de R$ 76,30 e R$ 75,00, respectivamente.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), as posições mais negociadas da soja na CBOT trabalhavam com alta de 3 a 4 pontos e o vencimento novembro/15, referência para a safra americana, já superava o patamar de US$ 10,20 por bushel. No mesmo momento, o dólar perdia 0,4% frente à moeda brasileira, cotado a R$ 3,15. A divisa vinha perdendo força à medida, segundo explicaram analistas, em que o financeiro internacional trazia notícias mais positivas do que as dos últimos dias, principalmente sobre o acordo de ajuda a Grécia firmado nesta segunda-feira. A cautela, entretanto, permanece entre os investidores.

“O acordo na Grécia é uma boa notícia, mas nem tudo são rosas”, disse o operador da corretora Intercam Glauber Romano ao portal G1, acrescentando que “a possibilidade de um acordo na Grécia já havia sido parcialmente incorporada (pelo mercado de câmbio) na sexta-feira”.

Bolsa de Chicago e Clima nos EUA

“Os futuros da soja estão um pouco mais sensíveis nesta segunda, e uma tentativa de rally na madrugada de hoje logo se desfez. Enquanto, na última sexta-feira (10), o USDA reduziu os estoques finais da safra velha mais do que o esperado, algumas áreas excessivamente úmidas começam a secar no Meio-Oeste, criando condições melhores para um plantio mais tardio e o chamado ‘double crop’, mesmo com a janela ideal de plantio já ter se fechado em algumas áreas”, explica Bryce Knorr, analista de mercado do site internacional Farm Futures.

Segundo informações da Somar Meteorologia, nesta semana as chuvas devem perder um pouco de sua força, mostrando-se esparsas e de baixa intensidade, cenário que poderia se estender pelos próximos 15 dias. O mapa a seguir é do NOAA – departamento oficial de clima do governo americano – e mostra que alguns estados têm até chance de precipitações abaixo da média.

Previsão de Chuvas para o período de 6 a 10 dias nos EUA – Fonte: NOAA

Ainda assim, como informou o portal internacional AgWeb, tempestades são esperadas para a região leste do Meio-Oeste até terça-feira (14), e algumas chuvas cruzando o Corn Belt até o final da semana. Para o período dos próximos 6 a 10 dias, é esperada uma nova frente fria trazendo a possibilidade de chuvas nos períodos dos próximos 6 a 10 dias, mantendo as áreas do leste ainda excessivamente úmidas.

Para agosto, porém, as condições para a soja podem ser desfavoráveis. “Os traders já acreditam que o clima em agosto deverá ser crítico para a soja, deixando a um pouco mais vulnerável no curto prazo, depois que o mercado não conseguiu testar a alta dos US$ 10,40 na última sexta-feira”, acredita Arlan Suderman, analista de mercado sênior da water Street Solutions, em seu blog na AgWeb.

Assim, o mercado segue atento ao comportamento do clima nos Estados Unidos, bem como aos novos relatórios que o USDA traz hoje, um dos embarques semanais e o outro – e o mais aguardado – sendo o semanal de acompanhamento de safras, a ser reportado somente após o final do pregão, às 17h (horário de Brasília).

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