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Soja em Chicago fecha acima de US$ 9,50 e tem força para subir mais a partir desta segunda-feira, 18

Soja em Chicago fecha acima de US$ 9,50 e tem força para subir mais a partir desta segunda-feira, 18

cotações da sojaFonte: Notícias Agrícolas. As cotações da soja em Chicago encerraram a sexta-feira (15) registrando mais um movimento de alta. O primeiro vencimento Maio/2016 fechou com 6 pontos de alta a US$ 9,54/bushel, Julho/2016 subiu 6,75 pontos cotado a US$ 9,63/bushel e o Setembro/2016 fechou com ganhos de 5,75 pontos  e negócios a US$ 9,63/bushel.

A alta foi motivada por uma série de notícias positivas para os preços, tanto do lado da oferta quanto da demanda.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 132 mil toneladas de soja para a China. Mas as compras chinesas foram muito além disso. Segundo Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting de Curitiba-PR,  “a China foi responsável por um volume de negócios em torno de 500 mil toneladas só nesta sexta-feira (15), resultado de compras que ocorreram nos EUA, Brasil e Argentina, simultaneamente”.

Nessa semana, dados divulgados pela Administração Geral de Alfândega daquele país já mostravam uma robusta demanda chinesa nesses primeiros meses de 2016 . Segundo o órgão, em março a China comprou 6,1 milhões de toneladas, 36% a mais do que em março de 2015 e nos três primeiros meses do ano,  16,26 milhões de toneladas , alta de 4% sobre o primeiro trimestre do ano passado.

Ainda do lado da demanda, a notícia de que os processadores de soja norte-americanos aumentaram o ritmo de esmagamento em março, marcando o segundo mês de março mais movimentado já registrado, foi também uma boa indicação. A informação foi repassada pela Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos Estados Unidos (Nopa, na sigla em inglês) .

A Nopa disse que seus membros processaram 4,26 milhões de toneladas (156,69  milhões de bushels), ante 3,98 milhões de toneladas (146,18 milhões de bushels) durante fevereiro.

Do lado da oferta, o risco de perdas na safra Argentina também pesou. A produção de soja naquele país poderá recuar até 3 milhões de toneladas caso as chuvas continuem, estimou o Serviço de Previsão Independente para Oleaginosas, Óleos e Alimentos, Oil World. A Bolsa de Comércio de Rosário também já projeta uma redução na produção da cultura nesta safra.

De acordo com o relatório do Serviço de Previsões “aproximadamente 2 a 3 milhões de toneladas de soja argentina estão em risco de se perder com inundações”, disse Oil em seu relatório divulgado pelo site internacional Agrimoney.

Do lado financeiro , a perspectiva de que os juros nos EUA não terão novos ajustes , faz a moeda americana ter pouco fôlego em relação às demais moedas que compõem o índice dólar e isso acaba estimulando os investidores a participarem mais do mercado de commodities, em especial, as agrícolas.

Com todo esse cenário favorável, Brandalizze acredita que ainda na próxima semana, poderemos ver os vencimento mais longos em Chicago , atingindo os US$ 10,00/bushel. “Uma oportunidade para aqueles que ainda precisam fazer as trocas de insumos para a próxima safra”. Para aqueles produtore que ainda têm soja na mão e não precisam fazer caixa para os próximos dias, a dica é aguardar um pouco mais, pois “o mercado ainda tem toda a safra dos EUA sob influência de um clima pautado pelo La Niña”.

Fonte: Notícias Agrícolas

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