Soja fecha em alta nesta 2ª feira na CBOT com queda do dólar; no Brasil, estabilidade.

Soja fecha em alta nesta 2ª feira na CBOT com queda do dólar; no Brasil, estabilidade.

Soja fecha em altaNesta segunda-feira (23), o mercado da soja na Bolsa de Chicago fechou o dia em campo positivo. Os vencimentos mais negociados terminaram o dia com ganhos entre 9 e 10 pontos, com os preços buscando o patamar dos US$ 9,90 por bushel.

Ao longo do dia, porém, as altas foram ainda mais expressivas, superando os 15 pontos nos melhores momentos da sessão, o que fez com que o vencimento maio/15, referência para a safra brasileira, fechar com US$ 9,83, após registrar na máxima do dia US$ 9,90. Para o agosto, o valor mais alto do pregão foi de US$ 9,94.

A queda do dólar frente ao real e também à demais moedas emergentes foi, segundo analistas, o principal fator de alta para as cotações da soja na bolsa norte-americana. A moeda norte-americana perdeu mais de 2% frente a um cenário externo menos turbulento, ao ritmo de aperto monetário nos EUA e o impacto do programa de compra de títulos do Banco Central Europeu.

No entanto, paralelamente, seguem as preocupações, internamente, com o quadro político e econômico do Brasil, principalmente a respeito da viabilidade e da aprovação do pacote de ajuste fiscal no Congresso proposto pelo governo federal. A apreciação das novas medidas deve se desenvolver nesta semana.

Com esse quadro, segundo explicou o analista de mercado Mário Mariano, da Novo Rumo Corretora, o movimento dos fundos de investimento foram contrários aos que foram registrados nos últimos dias. “Os fundos estão comprando commodities agrícolas e vendendo dólares, ao contrário do que vinha acontecendo nos últimos dias”, disse.

E dessa forma, o que se observou foi, mais uma vez, um movimento técnico direcionando as cotações em Chicago, com os fundos recomprando algumas de suas posições. “O expressivo rally dos preços no mercado de grãos registrado na última sexta-feira foi o início da cobertura de posições no curto prazo”, explica Al Kluis, analista de mercado da Kluis Commodities, dos EUA.

Outro fator que ajudou a manter o quadro positivo para as cotações da soja no mercado internacional foi o boletim semanal de embarques de grãos nos EUA reportado, nesta segunda, pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Foram embarcadas, na semana que terminou em 19 de março, 519,464 mil toneladas, enquanto as expectativas do mercado variavam de 460 mil a 600 mil toneladas.

O número ficou ligeiramente abaixo do registrado na semana passada – de 584,532 mil toneladas. No acumulado do ano, os embarques já somam 43.652,493 milhões de toneladas, frente à projeção para as exportações totais da safra 2014/15 de 48,72 milhões e bem acima do registrado no mesmo período do ano anterior, de 39.659,819 milhões de toneladas.

Mercado Brasileiro

No Brasil, os preços da soja apresentaram algum recuo, entretanto, as baixas foram menores do que a desvalorização do dólar. Os valores no mercado interno foram compensados pelas altas registradas em Chicago e, no porto de Paranaguá, por exemplo, a cotação para a oleaginosa entregue em abril se manteve em R$ 71,50 por saca, mesmo valor do fechamento da última sexta-feira (20).

No porto de Rio Grande, o produto disponível caiu 1,66% para R$ 71,30 e para maio/15 o valor apresentou uma queda de 1,50% para R$ 72,30; no melhor momento do dia, porém, a cotação chegou a trabalhar com R$ 73,30. Em Santos, o último preço foi de R$ 72,50.

No interior do país, algumas praças também sinalizaram desvalorizações. Em Londrina/PR, baixa de 0,82% para R$ 60,50 e de 5,36% para R$ 53,00 em São Gabriel do Oeste/MS. Por outro lado, em Tangará da Serra/MT, o preço subiu 1,82% para R$ 56,00 por saca e em Jataí/GO, alta de 0,65% para R$ 61,50.

Veja como fecharam as cotações nesta segunda-feira:

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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