Soja fecha em baixa na CBOT, mas altas do farelo amenizam perdas nesta 4ª feira

Soja fecha em baixa na CBOT, mas altas do farelo amenizam perdas nesta 4ª feira

Soja fecha em baixa Na sessão desta quarta-feira (15), os futuros da soja fecharam o dia em campo negativo, porém, distante das mínimas registradas ao longo dos negócios na Bolsa de Chicago. Enquanto o contrato agosto/15 fechou valendo US$ 10,25 por bushel, testou a mínima do dia em US$ 10,14 e, no caso do novembro/15, referência para a safra americana ficou em US$ 10,16 após o menor preço do dia em US$ 10,05/bushel.

O mercado internacional da oleaginosa operou do lado negativo da tabela durante todo o pregão e chegou a registrar perdas de dois dígitos. E segundo explicaram analistas, as baixas foram motivadas por uma realização de lucros após a commodity ter alcançado, nas últimas sessões, os melhores preços dos últimos meses, e também por movimentos técnicos com base no comportamento dos gráficos.

“O mercado está extremamente grafista. O contrato novembro/15 testou a máxima dos US$ 10,30 e agora está voltando para testar a mínima os US$ 10,00, mas não acredito que quebre esse patamar”, disse o consultor em agronegócio Ênio Fernandes. “O mercado pode ficar mais pressionado, porém essas baixas fazem parte de um movimento que já era esperado”, completa.

O consultor afirma ainda que esse comportamento técnico do mercado deve ser mantido até o final desta semana e início da próxima. Faltam novidades entre os fundamentos que possam, nesse momento, alavancar os preços em Chicago e provocar novas altas. Além disso, uma expressiva alta do dólar index frente a uma cesta de principais moedas também foi motivo de pressão sobre os preços.

Ao mesmo tempo há, porém, muitas incertezas sobre a nova safra dos Estados Unidos – a qual tem sido marcada por forte irregularidade – e sobre o comportamento do clima nos Estados Unidos. Depois de os meses de maio e junho terem registrado chuvas recordes, os novos mapas meteorológicos indicam menos chuvas para o Meio-Oeste, porém, os modelos e previsões ainda mostram que julho e agosto devem se consolidar como meses de precipitações acima da média, cenário que ainda preocupa.

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