Soja: Mercado fecha em baixa na CBOT com informações divergentes sobre safra do Brasil – via Notícias Agrícolas

Soja: Mercado fecha em baixa na CBOT com informações divergentes sobre safra do Brasil – via Notícias Agrícolas

SOJA COTAÇÕESPor Carla Mendes. O mercado internacional da soja voltou a recuar na sessão desta segunda-feira (28) e fechou o pregão com baixas de 8,25 a 10 pontos nos principais vencimentos negociados na Bolsa de Chicago. Assim, o primeiro contrato terminou o dia com US$ 8,67 por bushel, enquanto o maio/16, referência para a safra brasileira, ficou com US$ 8,68.

Segundo analistas internacionais ouvidos pelo portal Agriculture.com, as chuvas que chegam à América do Sul pesam sobre as cotações, principalmente aquelas que favorecem a Argentina. Entretanto, o Brasil ainda está no foco principal e no radar dos traders.  As informações sobre a nova safra brasileira, no entanto, são bastante divergentes. Enquanto o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) ainda acredita que serão colhidas 100 milhões de toneladas de soja nesta temporada, o consultor internacional Michael Cordonnier, um dos mais respeitados do mundo, já reduziu sua projeção para 97 milhões.

Com esse quadro, o mercado internacional, portanto, ainda se mostra bastante sensível à essas informações, porém, dando um peso maior do que o esperado para as poucas chuvas que chegaram à regiões pontuais do Brasil neste último final de semana. “Embora essas chuvas, provavelmente, não serão suficientes para compensar todo esse tempo de seca recente, elas aliviam os temores que de a nova safra seja subastancialmente reduzida”, diz Dreibus.

Nesse quadro climático, o plantio da soja já foi oficialmente prorrogado nos estados de Mato Grosso e Goiás e um pedido foi protocolado no Piauí. Apesar disso, a maior preocupação dos produtores do Brasil Central é saber da continuidade das chuvas para o a semeadura – ou em alguns casos até mesmo o segundo replantio – e se elas chegam à regiões onde não chove, por exemplo, há mais de 30 dias.

Ao mesmo tempo, além do clima, outro foco na América do Sul está sobre a área de plantio na Argentina, segundo explicou o consultor em agronegócio, Ênio Fernandes. Depois da redução dos impostos sobre as exportações de soja no país pelo presidente recém eleito, Maurício Macri, os produtores locais devem ampliar a àrea semeada e aumentar sua participação nos mercados internacionais, principalmente nos setores de farelo e óleo de soja.

Para Fernandes, no entanto, a taxa cambial continuará sendo um diferencial para o produtor brasileiro em relação ao argentino, já que a relação do real com o dólar se mostra muito mais favorável do que a do peso com a moeda norte-americano, “e isso ainda ajuda a consolidar o produtor brasileiro como um grande exportador de grãos”, diz.

Na sessão desta segunda-feira, nem mesmo os números dos embarques semanais de soja dos EUA foram fortes o bastante para limitar as baixas em Chicago, já que os números ficaram dentro do esperado.

Na semana que terminou em 24 de dezembro, o país embarcou 1.402,756 milhão de toneladas, enquanto as projeções variavam de 1,3 milhão a 1,5 milhão de toneladas e contra 1.463,167 milhão da semana anterior. No acumulado da temporada, os embarques norte-americanos já totalizam 26.070,061 milhões de toneladas, volume menor do que o do mesmo período do ano anterior, de 29.427,087 milhões de toneladas.

Mercado Interno

No Brasil, a semana começou sem indicativos de preços para a soja nos portos de Paranaguá e Rio Grande. Afinal, além da falta de interesse de novos negócios por parte dos produtores brasileiros e das baixas expressivas das cotações em Chicago, o dólar também recuou. A moeda norte-americana perdeu mais de 2% nesta segunda e fechou o dia com R$ 3,86.

No interior do Brasil, portanto, os preços também recuaram e perderam, nas principais praças de comercialização, entre 0,68% e 2,99%.

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