Soja: Preços têm nova sessão de estabilidade em Chicago nesta 5ª feira via Notícias Agrícolas

Soja: Preços têm nova sessão de estabilidade em Chicago nesta 5ª feira via Notícias Agrícolas
Os futuros da soja trabalham com estabilidade na manhã desta quinta-feiraPor: . Os futuros da soja trabalham com estabilidade na manhã desta quinta-feira (3) na Bolsa de Chicago, porém, do lado positivo da tabela. Assim, perto de 8h (horário de Brasília), os principais vencimentos subiam pouco mais de 1 ponto, com o novembro/15 valendo US$ 8,75 por bushel.

O mercado ainda busca encontrar uma direção melhor definida, porém, o momento é de incerteza e cautela por parte dos traders e também dos produtores, que mantêm os negócios travados. A atenção se mantém sobre o mercado financeiro ainda e a China está no foco principal neste momento.

Nesta quinta, as ações asiáticas fecharam o dia com uma ligeira recuperação, porém, o movimento foi conseguido com dificuldade e é instável, segundo explicaram especialistas à agência de notícias Reuters. A volatilidade, entretanto, permanece bastante alta, uma vez que ainda segundo explicou a Reuters, as moedas estão ligadas às commodities e as economias emergentes correndo o risco de um contágio pelo crescimento um pouco mais lento sendo projetado para a China.

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O dia foi de volatilidade, novamente, para o mercado da soja na Bolsa de Chicago e, apesar de amargar baixas intensas ao longo pregão, os futuros da oleaginosa encerraram o dia próximos da estabilidade. Os principais vencimentos terminaram com pequenas perdas de 0,75 a 2 pontos. O novembro/15, referência para a safra norte-americana, ficou sem variação e terminou os negócios com US$ 8,74 por bushel.

Assim, e com uma nova disparada do dólar nesta quarta-feira (2) frente ao real, os preços da soja nos portos do Brasil também encerraram seus negócios com patamares mais elevado. No interior do país, dia de estabilidade novamente.

No terminal Rio Grande, a soja foi a R$ 81,50 no disponível, subindo 2,39%, enquanto a futura avançava 1,63% para R$ 81,00 por saca. No terminal de Paranaguá, R$ 79,00 no disponível, com alta de 1,28% e estável em R$ 78,00 no futuro.  Em Jataí, Goiás, o preço subiu 0,55% para R$ 60,33 a saca, enquanto as demais praças de comercialização, entre as principais, fecharam o dia sem qualquer oscilação, de acordo com um levantamento feito pelo Notícias Agrícolas juntos às cooperativas e sindicatos rurais.

Nem mesmo os ganhos expressivos observados nos portos motivaram um ritmo mais acentuado dos negócios no Brasil. As vendas seguem travadas e essa é uma postura acertada pelo produtor rural diante de um cenário composto por incertezas neste momento, como explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.

“No momento, o produtor que tem soja (da safra velha) o volume é pequeno, a maioria já vendeu a maior parte da safra e aquele que tem, está usando a soja como um ativo real. Então, ele segura para usá-la mais a frente, pois ele sabe que o risco de perder segurando a soja é mínimo. Foi um dia bem vazio de vendedores”, explicou o consultor, dizendo ainda que as indicações de preços estão “muito vagas”.

Brandalizze afirma ainda há cerca de 25 milhões de toneladas da nova safra brasileira de soja já vendida, o que é um volume também significativo e que permite, em sua opinião, que os sojicultores brasileiros também segurem suas vendas para o produto que ainda nem começou a ser plantado. “Esse não é um momento adequado para fazer fechamentos”, diz.

Fonte: Notícias Agrícolas

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