Soja tem semana de volatilidade, fecha com boas altas na CBOT, mas pressionada no Brasil – Via Notícias Agrícolas

Soja tem semana de volatilidade, fecha com boas altas na CBOT, mas pressionada no Brasil – Via Notícias Agrícolas

como fechou a semana do sojaPor Carla Mendes. O mercado da soja fecha, nesta sexta-feira (11), uma semana mais volátil do que as anteriores. Na Bolsa de Chicago, as cotações conseguiram registrar alguns ganhos significativos, enquanto no Brasil, a movimentação foi negativa e o balanço de baixas no interior do país e nos portos.

No foco dos negócios, além dos fundamentos já conhecidos pelos investidores e pelos produtores rurais, a crise política doméstica ganhou espaço, já que impactou primeiro e de forma bastante agressiva no câmbio. Com isso, as vendas no Brasil permaneceram quase que em suspensão diante de tantas incertezas. A postura atual do sojicultor é de cautela e observação e, para a maior parte dos analistas de mercado, é acertada para o presente momento.

Bolsa de Chicago

Os futuros da oleaginosa negociados na Bolsa de Chicago encerraram a semana com ganhos de 1,89% a 2,015 nas posições mais negociadas. As altas levaram os fechamentos julho e agosto/16, portanto, a fecharem a sessão desta sexta-feira acima dos US$ 9,00, com US$ 9,01 e US$ 9,03 por bushel, respectivamente.

Segundo o analista de mercado da Agrosecurity, Fernando Pimentel, os fundos de investimento voltaram ao mercado comprando e reajustando suas posições, com as atenções voltadas à nova safra dos Estados Unidos e diante de uma conclusão da produção na América do Sul.

“Com isso, os fundos que estavam em posições vendidas, começam a reverter suas posições, fazendo o chamado ‘short-covering, recomprando seus contratos, começando a inverter, de vendido para comprado”, explica. “Vamos entrar em um período de especulações de safra americana”, completa.

No entanto, os analistas ainda não confirmam uma mudança definitiva para a direção das cotações no mercado futuro norte-americano. Apesar dessa reação mais expressiva dos fundos nos últimos dias – motivado ainda por um menor cenário de aversão ao risco e por uma baixa do dólar frente a uma cesta com as principais moedas – as incertezas trazidas pelo cenário financeiro global ainda inspira cautela.

Dólar – Brasil x EUA 

No Brasil, o dólar fechou a semana valendo R$ 3,5910, com o menor preço desde 28 de agosto do ano passado, e recundo 1,38% nesta sessão. Na semana, porém, a baixa acumulada da divisa é de 4,51%. A motivação para a queda acentuada? A possibilidade, cada vez mais próxima de uma mudança no governo federal.

“O mercado comprou com força a ideia de que o governo Dilma não dura muito mais”, resumiu o operador Marcos Trabbold, da corretora B&T à agência de notícias Reuters.

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