Soja volta a recuar em Chicago pressionado pelo desenvolvimento da safra dos EUA – Análise Notícias Agrícolas

Soja volta a recuar em Chicago pressionado pelo desenvolvimento da safra dos EUA – Análise Notícias Agrícolas

Soja volta a recuar em Chicago pressionado Por: . A manhã desta terça-feira (18) é de preços baixos para a soja negociada na Bolsa de Chicago. Os principais vencimentos perdiam, por volta das 8h10 (horário de Brasília), mais de 5 pontos e já se aproximavam dos US$ 9,00 por bushel. Um dos fatores de pressão, segundo explicam analistas, é o boletim semanal de acompanhamento de safras que foi divulgado após o fechamento do pregão desta segunda-feira (17) pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que manteve inalterado em 63% o índice de lavouras de soja em boas ou excelentes condições.

Paralelamente, há ainda as previsões climáticas para os próximos dias mostrando condições favoráveis para o desenvolvimento da safra norte-americana neste mês de agosto, determinante para a cultura no país.

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Soja: Em dia de estabilidade, destaque é o mercado disponível no porto de Paranaguá nesta 2ª

Durante toda a sessão desta segunda-feira (17), o mercado internacional da soja caminhou de lado e assim fechou os negócios na Bolsa de Chicago. Os principais vencimentos ficaram do lado positivo da tabela, porém, com pequenas altas que não chegaram a 1 ponto. O contrato novembro/15 encerrou o dia com US$ 9,17 por bushel. subindo 0,50 ponto.

Os negócios receberam informações importantes ao longo do dia, com algumas boas notícias, porém, insuficientes para ajudar a definir uma direção positiva mais forte para as cotações. Os números do esmagamento de soja nos EUA em julho superaram as expectativas, os embarques semanais da oleaginosa nos EUA também e o pedido da indenização do seguro para áreas não plantadas no país aumentou.

Entretanto, como explicou o analista de mercado da Gama Corretora de Cereais, Luciano Marques, todas essas informações ainda foram sobrepostas pelas expectativas de uma grande safra da nova safra norte-americana. “Depois do relatório da última quarta-feira (12), o mercado ainda não encontrou força para reagir”, diz.

Além disso, as melhores condições de clima nos Estados Unidos também foram um limitador das altas deste pregão em Chicago, como explicou Marques. “O clima mais úmido nesse momento, também exerce pressão sobre os preços”, afirma o consultor.

As últimas previsões climáticas indicam chuvas para Iowa na terça-feira (18) e Illinois nesta quarta (19). Já nos próximos 5 e 7 dias, as projeções são de mais chuvas para Iowa e menos acumulados nas demais regiões do Meio-Oeste americano. Já no período dos próximos 6 a 10 dias, o clima quente ainda prevalece, porém, com chuvas acima do normal para o período em todo o Meio-Oeste. As informações parte do NOAA, departamento oficial de clima do governo norte-americano.

Números da FSA, embarques semanais e esmgamento

Nesta segunda, a Farm Service Agency (FSA) um órgão do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para os dados sobre área no país – trouxe novos números da safra 2015/16 mostrando que o pedido de indenização do seguro aumentou para áreas que não puderam ser cultivadas com a soja em função das adversidades climáticas. O total foi reportado em 880 mil hectares (2,17 milhões de acres), contra 340,39 mil (842,36 mil acres) do ano passado.

O USDA trouxe ainda os números dos embarques semanais dos EUA e o total para a soja, na semana que terminou em 13 de agosto, ficou acima das expectativas do mercado. Foram embarcadas 375,763 mil toneladas de soja em grão, contra as projeçções de 75 mil a 200 mil toneladas, e também maior do que o volume registrado na semana anterior, de 164,766 mil toneladas. No acumulado da temporada, os EUA já embarcou 49.396,733 milhões de toneladas da oleaginosa, contra 43.206,572 milhões do mesmo período do ano comercial 2013/14.

Paralelamente, chegaram ainda os dados sobre o processamento de soja nos Estados Unidos pela NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas). O total de soja esmagado no país em julho foi de 3,950 milhões de toneladas, 21% a mais do que em julho de 2014 e superando ainda as 3,877 milhões de junho deste ano. O volume ainda quebrou o recorde para julho, estabelecido em 2006, de 3,88 milhões de toneladas.

No Brasil

No Brasil, o andamento das cotações acompanhou o mercado internacional, a pouca força do dólar frente ao real e o dia também foi de estabilidade para as cotações. No interior do país, entre as principais praças de comercialização, os valores não trouxeram variações, com exceção de Não-Me-Toque/RS, que apresentou baixa de 1,49% para R$ 66,00 por saca.

Nos portos, as mudanças nos preços também foram pouco expressivas, com exceção de Paranaguá, onde o valor subiu 3,29% para R$ 78,50 por saca no produto disponível; já o produto para março/16 caiu 0,65% para R$ 76,50. Em Rio Grande, estabilidade para o disponível  – R$ 77,50 – e alta de 0,26% para maio/16, onde o preço subiu para R$ 77,70. Em Santos, alta de 4,46% para R$ 77,30 por saca.

Os negócios, porém, são pontuais e o produtor voltou a se retrair diante de preços menores. Ainda segundo Luciano Marques, o diferencial continua sendo a taxa de câmbio, e o sojicultor agora aguarda novas e melhores oportunidades para voltar a vender. As exportações brasileiras, porém, seguem aquecidas, de acordo com os últimos números da Secretaria de Comércio Exterior. Nos primeiros 10 dias úteis de agosto, as vendas externas do país foram de 2.571,4 milhões de toneladas.

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