Sucessão familiar no agronegócio

Sucessão familiar no agronegócio

sucessao familiarAs empresas familiares formam a grande maioria das que caracterizam o agronegócio e aqui em nosso Estado não é diferente. Mas, como fazer para que estas empresas não encontrem o malfadado destino de não resistirem a uma segunda geração de gestores? Sem sucumbir nos negócios por desavenças geradas entre familiares? A chave de tudo isso, dizem os especialistas no assunto, está no planejamento. Planejamento que inicia por identificar dentro da própria família, aqueles que terão perfil adequado para trabalhar dentro do negócio, ocupando cargos de gestão, ou somente proprietários, com igual direito a partilhar dos lucros desta empresa, porém sem participação direta nas ações rotineiras. Para isso, empresas focadas neste atendimento têm destacado algumas soluções bastante eficazes, mas que sempre passarão pelo diálogo e entendimento da própria família empresária.

Dicas para uma boa transição: Identificar dentro do núcleo familiar o perfil de cada potencial sucessor e sua aptidão ou não para a gestão do negócio.

Preparar os futuros gestores, inserindo, aos poucos na organização, evitando “queimar” etapas, sem colocá-los diretamente em cargos de chefia, antes de conhecer os processos.

Definir bem os papéis de cada membro da família, deixando claro a participação de cada um e sua contra-partida financeira no negócio: gestor ou proprietário.

Buscar alternativas no mercado, com ferramentas de ajustamento tributário, composições societárias que possam trazer proteção patrimonial, entre outros.

Por fim, muita transparência e diálogo, pois antes de tudo, trata-se de uma família, evitando que os negócios possam criar rupturas que comprometam até mesmo a própria empresa.

De pai pra filho: O grande conflito que se apresenta na hora em que inicia-se o processo de sucessão é equalizar a cabeça de pais e filhos, vindos de gerações diferentes. Um com experiências de vida acumulada pela prática na contagem dos anos, o outro, aquele que se entende bem preparado, com seu conhecimento adquirido pela teoria, nos bancos das Universidades. Assim, tendo suas preparações adquiridas de forma diversa, nem sempre sucessor e sucedidos chegam a um consenso na forma de conduzir o negócio. O mais comum é os pais terem uma formatação de gestão consagrada pelos anos de repetição, da qual não abrem mão, pois tem êxito evidente, obtido ao longo de sua trajetória. Já os filhos, muitas vezes com maior acesso ao estudo e técnicas que não vieram tão somente pela prática, querem rapidamente aplicar os seus novos conhecimentos e mudar quase que de forma radical os processos da empresa que almeja assumir, muitas vezes descartando os métodos que consideram ultrapassados.

Neste caso o conflito será inevitável, sem considerar que, na verdade, ambos os lados estão com a razão, assim como ambos deverão ceder, não apenas pelo seu orgulho pessoal – tão levado em conta nesta hora – mas sim pelo bem da própria empresa. Logicamente que se temos uma organização saudável e lucrativa é porque as antigas práticas foram exitosas. Mas isso não quer dizer que não podemos evoluir, adotando novos processos e formatos que vem para atender as necessidades atuais do tamanho que nossa empresa atingiu, capaz de dar combate a novas ameaças ou pela aquisição de tecnologias que não eram acessíveis no passado e hoje podem tornar-se indispensáveis se desejarmos manter nossa empresa competitiva e rentável, nos moldes atuais. Assim, a boa notícia é que pais e filhos estão com a razão, tanto em querer aplicar práticas de sucesso do passado, quanto em trazer novidades ao presente da empresa. Com planejamento e entendimento toda a empresa familiar tem passado, presente e futuro.

Guapo – Sucessão de negócios familiares

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