Vizinho rico, vizinho pobre

Vizinho rico, vizinho pobre

A pecuária como qualquer outra atividade empreendedora precisa se adequar às necessidades e realidades do mercado. Anos atrás a concorrência não era expressiva, seja pelo mercado, seja por aquele vizinho pecuarista ineficiente ou seja por aquele outro, agricultor que não pensava em ampliar suas atividades.

Atualmente, as coisas mudaram, aqueles vizinhos tradicionais se tecnificaram. Hoje a competitividade pressiona os produtores a se adequarem, produzindo mais, em menor tempo e com menor custo. 

Já enxergou sua fazenda como uma empresa? Antes se pensava em pecuária extrativista onde a rentabilidade – não confunda com lucro – por maior ou menor que fosse sempre tinha a desculpa que a terra estava valorizando, e muitos só enxergavam esse benefício. 

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Pois sim, a terra valorizou, os custos aumentaram. Em tempos de tecnologias “descartáveis” o pecuarista moderno que não se adaptar a velocidade dos processos e às necessidades do mercado, estará fadado ao êxodo.

Quantos amigos pecuaristas você conhece que preferiram arrendar suas propriedades pois acharam “mais fácil” que gerir com profissionalismo? Uma empresa só é competitiva e sustentável quando se tem redução de custos aliado com maximização de resultados.

Mas como inovar? Executar, esta palavra “moderna” que fundamenta: ideia + ação + resultado, nos processos de gestão da pecuária será sim o diferencial.

Uma complexa análise setorial do sistema de produção é imprescindível.

Não que seja prioritária nessa ordem, mas é preciso analisar: administração e recursos humanos; planejamento dos investimentos; planejamento do retorno financeiro e fluxo de caixa; desfrute; indicadores de produtividade; áreas de produção; infraestrutura; nutrição; manejos; sanidade e sobretudo, genética.

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Já se viu um bom bezerro, por mais que se tenha bom pasto, mineral e sanidade adequada, se a matriz não tiver boa habilidade materna? Ou um boi gordo chegar ao abate com eficiência ao invernista, mesmo sendo terminado no confinamento com ótima nutrição, se não der alto rendimento de carcaça?

Nada fará “fartura” sozinho ou desalinhado, o sucesso depende do conjunto das operações do negócio.

MAS QUEM É O RESPONSÁVEL PELO LUCRO DA FAZENDA? Se não souber responder esta questão ou sua resposta foi “acho”, você está com problemas.

Todas as pessoas da fazenda fazem parte, de uma maneira ou de outra, do lucro dela. Portanto, é necessário que estes indivíduos tenham para si esta responsabilidade, para que a atividade obtenha sucesso.

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Nas propriedades que os resultados não são tão satisfatórios é comum observar seus colaboradores colocando a culpa em fatores externos, como por exemplo, o clima. Também percebemos a transferência de responsabilidade entre integrantes da equipe. A dificuldade de implementar mudanças e inovações também são comuns nesses casos. E por fim, o discurso de “o que funciona para os outros, não funciona para mim”.

Nas fazendas mais lucrativas a postura está voltada para conhecem os indicadores de sucesso para aquele ano/safra; sabem executar suas funções sem perder o foco; a equipe como um todo adota atitudes de dono; e o mais importante, têm o negócio na palma da mão.

Não fique parado esperando o vizinho rico vir com a proposta, MÃOS À OBRA! 

Por Rafael Mazão, consultor técnico de corte da Alta Brasil

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