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Cultivares: como escolher?

A indicação comercial para cultivos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná apresenta diversas opções de trigo, cevada, aveia, triticale e centeio.

Conforme orienta o pesquisador Eduardo Caierão, “é preciso especial atenção à escolha da cultivar, já que ela vai definir o manejo da lavoura e o tamanho do investimento”. Para identificar a melhor opção, o produtor deve conhecer o potencial produtivo da região, as cultivares mais adaptadas, o histórico da propriedade e do clima.

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No caso do trigo, o Caierão explica que a escolha da cultivar deve considerar uma série de fatores como: liquidez - que está relacionada à qualidade demandada pela indústria e oportunidades de segregação; tolerância a doenças, germinação na espiga ou acamamento considerando as previsões climáticas e a rotação de culturas da área; e potencial de rendimento associado ao custo de investimento mínimo exigido pela cultivar, como adubação, quantidade de sementes, necessidade de aplicar defensivos ou redutor de crescimento.

Para o pesquisador João Leonardo Pires, o sucesso com a cultura de inverno depende de planejamento. Cultivos de cereais como o trigo e a cevada, são bastante tecnificados, devendo as escolhas de manejo serem feitas conforme as peculiaridades regionais.

“É preciso considerar fatores promotores do rendimento de forma equilibrada com fatores protetores da lavoura, visando sempre o retorno financeiro do produtor”, afirma Pires.

Conforme os pesquisadores da Embrapa, o melhoramento genético evoluiu muito ao longo dos anos, mas o ganho com esse aprimoramento depende, fundamentalmente, do manejo da lavoura.

“A escolha da cultivar é importante, mas a rotação de culturas, época de semeadura, adubação equilibrada, insumos com melhor custo-benefício, controle de pragas e doenças compõem o conjunto de fatores que vão definir a produtividade e a qualidade final do trigo”, afirma João Leonardo Pires.

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