Produtor gaúcho enfrenta safra sob pressão de percevejos às vésperas da Expodireto Cotrijal

Produtor gaúcho enfrenta safra sob pressão de percevejos às vésperas da Expodireto Cotrijal

Estiagem prolongada e sucessão de culturas ampliam a complexidade do manejo na reta final da soja no RS

A poucos dias da Expodireto Cotrijal, que acontece na próxima semana, de 9 a 13 de março, em Não-Me-Toque (RS), o cenário da soja no estado evidencia um ponto sensível desta safra. A combinação entre chuvas mal distribuídas e aumento da população de percevejos reduziu a margem de segurança do produtor justamente na fase em que o potencial produtivo já está praticamente definido, tornando qualquer erro de manejo mais custoso.

Com menor regularidade hídrica ao longo do verão, os insetos sugadores encontraram ambiente favorável para multiplicação e aumentam o potencial de danos. O resultado aparece de forma mais evidente durante a formação e o enchimento de grãos.

“O percevejo sempre esteve presente no sistema produtivo gaúcho. O que muda em um ano como este é que a planta perde capacidade de compensação representando perda real de rendimento”, afirma Rodrigo Rodrigues, engenheiro de Desenvolvimento de Mercado da ADAMA.

Ao percevejo-marrom, historicamente dominante nas lavouras do estado, soma-se o percevejo-barriga-verde, que ampliou sua ocorrência na soja nas últimas safras. A presença simultânea das duas espécies torna o controle mais complexo, especialmente em um sistema produtivo cada vez mais contínuo. Com menos períodos de interrupção entre culturas — áreas que antes permaneciam temporariamente sem plantio — as pragas encontram alimento ao longo de praticamente todo o ano, favorecendo sua sobrevivência e migração.

Em áreas onde a soja é plantada após o milho, esse movimento se intensifica, já que parte da população migra diretamente da cultura anterior ou de áreas de soja adjcentes mais adiantadas.

“Quando a lavoura sucede o milho, o inseto já chega com população formada. Se o acompanhamento falha nesse momento, a intervenção se torna mais difícil e mais onerosa”, explica Rodrigues.

Os impactos não se restringem ao volume colhido. Embora ainda exista a percepção de que o percevejo afeta apenas a produtividade, os efeitos sobre qualidade também são relevantes. Abortamento de vagens, enchimento incompleto e redução de peso interferem no rendimento final; nas áreas destinadas à produção de sementes, os danos atingem vigor e germinação, comprometendo o valor comercial do lote.

Monitoramento deixa de seguir o calendário

Nesse contexto, a tomada de decisão precisa se desvincular do simples acompanhamento do calendário de aplicações. Como a restrição hídrica alterou o ritmo das entradas de fungicidas, o controle de percevejos deve ser orientado pelas densidades observadas a campo, e não pela programação tradicional da lavoura.

“O resultado depende da entrada no momento certo. Quanto mais cedo a população é contida, maior a eficiência e menor o risco de prejuízo”, reforça o engenheiro agrônomo

Além do momento da intervenção, a própria arquitetura da planta nas fases finais do ciclo impõe desafios adicionais. Com maior massa foliar e estrutura mais fechada, o interior da lavoura se torna menos acessível às gotas pulverizadas, enquanto os percevejos permanecem protegidos nas partes inferiores.

“Hoje o desafio não é aplicar mais, e sim aplicar melhor. Se o produto não alcança o inseto em concentração adequada, o efeito no campo simplesmente não se confirma”, destaca Rodrigues.

Formulação vira fator decisivo no controle da soja gaúcha

Diante dessa realidade, a eficiência de formulação passa a ocupar papel central na estratégia de manejo. Durante a Expodireto Cotrijal, a ADAMA apresenta Galil® nano, lançamento desenvolvido para ampliar a cobertura e melhorar a distribuição do ativo sobre a superfície foliar, aumentando a probabilidade de contato mesmo quando o inseto se desloca pouco pela planta.

Além da maior cobertura, o produto – primeiro da plataforma de Nanotecnologia da companhia –, entrega efeito de choque acelerado, reduzindo rapidamente a capacidade de alimentação e, consequentemente, o potencial de dano — aspecto particularmente relevante em um ano em que a cultura já enfrenta limitações climáticas.

“Para se ter ideia, uma partícula nano pode ser até mil vezes menor do que uma de uma formulação convencional. Esse tamanho muito reduzido traz benefícios como a maior velocidade de absorção pela planta, trazendo um efeito mais rápido, ou maior contaminação do inseto”, explica Rodrigues.

No manejo de doenças, a companhia também leva Blindado® Ultra, posicionado para o controle de ferrugem, cercospora e manchas foliares.

Em uma safra marcada por menor previsibilidade climática e maior pressão biológica, o produtor gaúcho volta a lidar com uma variável conhecida, mas agora potencializada pelas condições do ciclo.

“Em ambientes de maior pressão e menor previsibilidade climática, a eficiência da intervenção passa a definir o tamanho do retorno sobre o investimento”, conclui Rodrigues.

display: block

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

plugins premium WordPress