Da resistência do azevém e do nabo ao uso estratégico de pré-emergentes, o manejo integrado reduz perdas, protege a produtividade e garante maior eficiência no campo.
O gerenciamento de plantas daninhas é prática essencial para que possamos manter o potencial de rendimento das culturas agrícolas. Visto que essas plantas competem diretamente por recursos, causando perdas significativas no rendimento de grãos, especialmente quando a interferência ocorre nas fases iniciais de desenvolvimento da cultura.
Atualmente, o azevém tem sido a principal planta daninha do trigo, devido a diversos fatores, com destaque para a resistência aos herbicidas utilizados na cultura. Além dele, o nabo também apresenta elevada dificuldade de controle, problema igualmente agravado pela resistência aos produtos disponíveis.
O manejo de plantas daninhas no trigo deve ser integrado e planejado, combinando diferentes métodos de controle. O uso de culturas de coberturas, a exemplo do nabo forrageiro, é uma importante ferramenta para reduzir a ocorrência de plantas daninhas, facilitando assim, o processo de dessecação na pré semeadura da cultura. Já o uso de herbicidas através do controle químico, tem se mostrado fundamental no controle de plantas daninhas no trigo, porém deve ser pensado em integração a outras formas de controle.
O uso de herbicidas pré-emergentes, peça-chave no controle das plantas daninhas no trigo, conta com opções bastante eficazes no mercado, especialmente no controle do azevém, atuando antes mesmo da emergência da planta e impedindo novos fluxos. Esses produtos apresentam mecanismos de ação distintos daqueles utilizados na pós-emergência, o que contribui para reduzir a pressão de seleção.
Na estratégia de manejo de resistência, a rotação de herbicidas com diferentes mecanismos de ação é primordial para manter a eficiência das moléculas já utilizadas, pois dessa forma conseguimos reduzir os fluxos de plantas daninhas em meio a cultura, minimizando os processos de competição e facilitando o controle das plantas daninhas em meio a cultura.
Um controle inadequado pode não só comprometer o rendimento da lavoura atual, mas também aumentar os custos de produção em ciclos seguintes, pois as plantas daninhas irão produzir sementes, o que proporcionará um aumento do banco de sementes daquela espécie, tornando o problema ainda mais complexo nas próximas safras.

Engenheiro Agrônomo, Doutor em Herbologia e Consultor em Herbologia na Equalizagro Consultoria


















